Sex And The City: Até tu, Samantha?
“Eu acompanhei a série por muito tempo, até a temporada final quando virou filme de mulherzinha. Todas queriam casar, ter filho, cozinhar. Até a Samantha teve uma crise “eu quero um hoooomem” quando ficou resfriada, de cama.”
O texto acima foi expresso por um homem, claro. Alguém tinha dúvidas?
No caso específico de Samantha Jones, a personagem da série Sex And The City, a mulher sensual, liberada sexualmente, pelo jeito deveria ter se virado sozinha durante seu resfriado ou chamado alguma de suas amigas para cuidar dela e apenas se mostrar livre, linda e solta para o parceiro atual que a estivesse comendo na ocasião.
Ah, Samantha! Como você é mal compreendida!
Como confundem sua sexualidade sem travas, seu sucesso profissional, sua alegria e apetite com uma mulher que não é mulher e sim algo desprovido de sentimentos e necessidades emocionais.
Pois Samantha arrumou um companheiro a altura: o loiro cabeludo Jerry Jerrod que raspou seus longos cachos quando ela teve câncer e ficou careca. Que ficou ao seu lado mesmo quando ela não tinha saúde para transar.
Sim, Samantha também é uma mulher! Oh!
Decepcionados?
Lembro também de Samantha com o tal de Richard “Dick”: ciumenta, insegura, raivosa, apaixonada.
Mas mulheres como Samantha também sentem isso?
Lógico! São mulheres antes de tudo!
“Mas eu fui enganado!” Vocês podem se queixar.
Não, queridos, não foram.
Samantha não é homem, Samantha não é bicha, Samantha não é um vaso de plantas nem uma boneca inflável.
Samantha sempre foi, é e vai continuar sendo uma mulher. Pura e simples.
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