A Perda da Inocência
Quando a gente é jovem, bem jovem, tem a sexualidade a flor da pele e a exerce de forma livre e descompromissada.
Uma coisa bem genital.
Bem de prazer.
Uma coisa de buscar o prazer imediato sem planos para o futuro, sem olhar para frente. É o prazer agora.
Conforme se vai crescendo e se vai experimentar a riqueza interna de ser si mesmo também se experimenta pela primeira vez a solidão.
Junto com a consciência de si mesmo e de nossos limites vemos que estamos só. Que somos apenas nós conosco. E nessa hora de descoberta da verdade que estamos sós, perdemos a inocência da juventude.
Aquela inocência que nos permitia a satisfação do prazer imediato e nos reduzia a um genital.
Após a perda da inocência somos um ser por inteiro que quer se relacionar com outro por inteiro.
O sexo pelo sexo apenas fica mais difÃcil. Fica incompleto.
Que pena que a gente não pode voltar o tempo.











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