Relações Assimétricas
Eu sempre bato na mesma tecla dizendo que uma relação amorosa é entre dois indivíduos, dois seres por inteiro. Duas metades ou seres incompletos não conseguem se relacionar.
Porém, não basta serem dois inteiros para que a relação dê certo.
É necessário haver simetria na relação.
Não estou dizendo que os envolvidos devam ser iguais.
Estou dizendo que devem ser simétricos. Devem estar no mesmo patamar de completude, de individuação, de “resolução” emocional.
Ou seja, com a simetria emocional, as necessidades de ambos são satisfeitas e ninguém fica como apenas doador ou apenas como receptor do amor, da atenção, da estabilidade e de tudo o mais da relação. Ambos ficam satisfeitos.
Relações assimétricas acontecem quando o casal não se encontra no mesmo nível de resolução emocional interna. Eles podem se amar demais, mas cada um vai lidar com esse amor pelo outro de forma diferente, pois vai lidar com a emoção que sente de forma diferente de acordo com sua capacidade interna de lidar com suas próprias emoções, de acordo com seu desenvolvimento e grau de resolução interna.
Um ama o outro mas é mal resolvido por dentro e não vai saber expressar esse amor pelo seu par. O par no caso da relacão assimétrica é mais bem resolvido e expressará melhor o amor em questão e se sentirá carente pois não terá a contrapartida de expressão de amor da parte mal resolvida. Isso é a relação assimétrica.
Relações assimétricas são fadadas ao fracasso?
Eu vejo várias relações assimétricas que duram anos. Porém não garanto a felicidade de todos os envolvidos.
E como tornar a relação simétrica?
Isso é um trabalho individual de cada parte pois envolve um desenvolvimento emocional de cada um. Não tem nada a ver com a relação em si. E sim com a forma da pessoa se inserir num contexto de vida e consigo mesmo. A relação no caso serviria para inspirar esse trabalho interno, tipo, vou ser uma pessoa melhor porque eu amo fulano(a) e vou me empenhar em me desenvolver como gente. Mas são poucos os que entram nessa jornada. Geralmente o amor não chega a tanto pois, como a título do artigo diz, a relação é assimétrica.
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