Ficção
Nos conhecemos por uma amigo em comum e nem liguei para ele. Nem ele ligou para mim. Passamos batido um para o outro.
Na noite seguinte eu estava na creperia sentada sozinha numa mesa com o cabelo solto, sem óculos escuros e com um vestido longo roxo que tem uma foto no Flickr de alguém.
Ele entrou, me cumprimentou, saiu.
E voltou.
E veio falar comigo um tempo depois para saber se eu era aquela que ele tinha conhecido na casa do amigo dele.
Eu disse que era eu mesma e ele reclamou do porque que eu andava camuflada.
Ele puxou uma cadeira e colocou o notebook em cima da mesa. No meio da creperia, Tinha ido lá para ripar uns CDs. Ficou mostrando fotos que ele tirou do lugar onde ele mora.
Saímos de lá e fomos para a pizzaria do nosso amigo. Ele queria me levar na festa da cidade. Eu não quis. Então ele me acompanhou até minha pousada pela praia e nos despedimos com beijos no rosto.
Na noite seguinte, eu resolvi: vou aceitar ir para a festa da cidade. E me arrumei toda. O garçon da pousada disse: como vocês está bonita! E com um sorriso fui para a pizzaria do nosso amigo esperando achá-lo lá.
Na pizzaria ele estava numa mesa conversando com outras moças. Eu fiquei na minha e entabulei conversa com outras pessoas. Depois de um tempo ele veio até mim, com calma. E me convidou para ir para a festa de novo. Eu aceitei e fomos.
Lá ele tentou me ensinar forró.
E nos abraçamos juntinhos na música e foi muito bom.
A festa acabou e ele me levou comer milho verde num carrinho de rua. Depois pegou uma cerveja e uma coca zero num bar na praia. E no meio do bar, sem mesas, nos beijamos.
Conversamos sobre tudo: infância, gostos, esportes, relacionamentos, aspirações. De mãos dadas.
Esta é uma obra de ficção.
Daqui para frente, vocês podem imaginar o casal andando pela praia e tendo uma linda noite de amor.
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