O que ela quer?
“Dra. Liliana.Meu caso:Tinha na epoca eu tinha 57 anos, e já estava consado de sair com uma ou outra. Estava a procura de uma mulher linda, honesta, trabalhadora, para constituir uma família. Parecia que esse sonho havia se realizado. Conheci uma mulher linda de 37 anos, a dois anos atrás. No mesmo dia saimos a noite, e fomos a uma pitzaria. Depois levei-á para me apartamento, e mesmo sem esperar, ela me seduziu e transamos a noite inteira. Eu estava tímido no início, mas tudo se ajustou. Num momento ela suspirando de prazer disse: – voce voltou meu amor…. Questionei isso, mais tarde, e ela me respondeu que seria um homem da vida passada, e era eu (coisas de espiritismo), que acabei engolindo. Passou 15 dias e ela queria de todo jeito casar comigo. Eu disse, que ainda não era hora, pois nem havíamos conhecido direito.Ela já estava separada a um ano, de um relacionamento de 04 anos, com um cara que conheceu na internet nas salas de bate papo, com final tumultuado. Antes desse relacionamento ela era casada. Esse casamento terminou com separação judiciosa, com rancores dos dois lados. Nessa ela perdeu a guarda das duas crianças. Depois de alguns meses de namoro com ela, aproximei o ex-marido a ela, e fiz de tudo para que eles se reconciliassem como amigos, e para que ela pudesse ver seus filhos, e consegui essa façanha.Ela sofre de depressão, e tem arritima no exame de eletroencefalograma.Tem dia que fica brava de-repente e depois se acalma.Eu sou louco por ela. Ela veio morar comigo na primeira semana de namoro. Mas durante estes dois anos de namoro, ela terminou comigo por briginhas a toa, 05 vezes. As 05 vezes eu sofri desesperadamente, chorava dia e noite, como crinaça ou adolescente.Na 4.ª briga ela mudou de cidade, pediu transferencia do cargo público, e foi morar com a tia. Alegou que não dava mais certo comigo porque eu não queria casar, e, também porque eu havia maltratado-a em uma discução boba. (Não me lembro de te-la maltratado, porque esse não é meu costume).Depois de 01 mes voltamos. Dai em diante eu tinha que viajar da minha cidade para a dela todo final de semana (40Kms.) e acertamos um final de semana cada um. A ultima briga, foi porque ela me enrolou, e não quiz vir na sexta feira. Liguei no sabado, disse que não estava com vontade de vir. Insisti, e ela acabou dizendo: está tudo terminado, coloquei na balança seus defeitos e não gosto mais de voce. Como ela dizia das outras vezes, que não me amava mais, e depois voltava e jurava que me amava, então não dei valor para isso.Acontece que desde o dia 07 de dezembro estamos separados. A partir desse dia passei a ligar para ela. No início ela atendia o telefone, e um dia disse, que gostava da minha companhia, que nos se dávamos bem na cama, mas ela não queria mais.Depois não atendia mais, e mandava sua irmã falar comigo, que repetia que ela não queria mais o relacionamento. Prometi a ela que casaria, que mudaria para a cidade dela, mas nem mesmo assim ela quiz voltar comigo. Numa dessa ligações ela disse, que o dia que eu tomar uma atitude de homem, ela iria decidir. Não entendi qual seria essa atitude. Seria talvez, eu ir pessoalmente falar com ela?Eu não fui falar com ela pessoalmente, porque o namorado da tia dela disse que se eu fosse lá, ela não abriria o portão. Por isso não fui, como das outras vezes.O que faço agora?Porque estou sofrendo muito com a separação. Não queria perder, talves o maior amor da minha vida. Na vida é difícil a gente amar. Não queria perder ela, nem essa chance.Não consigo mais trabalhar direito, não consigo me concentrar.Já dede o Natal que ela não me atende mais o telefone. Nem no seu trabalho, manda dizer que está ocupada.Como a Sra. poderia me ajudar. Quais são seus conselhos.Obrigado.”
Olá O.,
Sem dúvida você a ama e quer lutar por ela.
E cabe a você decidir até que ponto vai lutar e se esforçar. E é claro que depende também dela, tê-lo de volta.
Quando uma mulher fala: “tome uma atitude de homem” eu imagino que ela quer que ele faça alguma coisa especial. Ela espera algo de você. Assim, acho que suas chances ainda não acabaram.
Pelo que você contou, parece que ela está esperando uma daquelas ações tipo de filme americano… Você aparecer por lá, declarar amor incondicional, essas coisas.
Acho que falar de longe não adianta.
Você tem que falar com ela pessoalmente, pelo jeito. Tipo “fazer o esforço” de ir até ela para conversar.
Essa situação me lembra muito filmes românticos.
E vai ver que é isso que ela está querendo.
De qualquer forma, eu sempre sugiro que as pessoas tirem suas dúvidas com as outras pessoas.
Eu acho que seu problema principal é acabar com sua angústia de ficar nessa dúvida: ela me quer ou não? O que ela quer?
Então, minha sugestão é se ater ao simples e procurar acabar com suas dúvidas para você ter informações concretas para lidar.
Fale com ela. Como adultos. Seja sincero nos seus sentimentos e daí pela resposta dela terá dados para saber como agir.
Boa sorte e tudo de bom.
Liliana











6 Comments »
Comment by Ronaud Pereira
January 14, 2009 @ 4:10 am #
Não é por nada não, mas lendo a história toda, senti que a mulher em questão tem um quê de louca e está deixando o sujeito louco também…
Já me relacionei com uma moça imprevisível assim. Me fazia de gato e sapato, até que um dia ela sumiu, graças a Deus!
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Liliana reply on January 14th, 2009 2:55 pm:
Pois é, cabe a ele determinar até que ponto vai “lutar” pela relação. Acho que cada pessoa tem seu limite diferente.
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Comment by Janio Sarmento
January 24, 2009 @ 2:23 pm #
Lil.
Concordo com o ponto de vista do Ronaud.
Para amar alguém, antes de tudo a gente tem que SE amar. Amar-se implica acima de tudo respeitar-se, e se tem algo que essa moça não fez — pelo que lemos no relato do O. —foi respeitar-se ou respeitá-lo.
Ela naturalmente encontrou o ponto fraco dele, que estava sedento por um relacionamento estável (parece que é meio comum que os homens quando se aproximam dos 60 queiram sossego), e passou a explorar isto.
Eu diria ao O. que curtisse sua perda, fizesse o tempo de luto que fosse necessário, mas que deixasse a mulher viver a vida dela. Se ela já disse reiteradas vezes que não quer mais nada com ele, é bem provável que ela não esteja mentindo.
E se ela estiver mentindo, não serve como companheira, pois gente que se ama não mente nem suporta mentiras.
Voltando ao ponto: eu sugeriria ao O. que fizesse luto e que nunca mais a procurasse, pois com mortos a gente não fala; no máximo tem saudade e reza por eles.
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Liliana reply on January 25th, 2009 1:02 pm:
Janio e Ronaud, na teoria concordo com vocês. Na prática porém as coisas mudam. Temos um homem angustiado que pede um conselho do que fazer sendo que ele não está sendo capaz de enxergar o que nós vemos com facilidade. Isso exige dele um passo intermediário que é primeiro cair em si e enxergar a realidade. E para isso ele vai ter que passar pelas experiências por ele. Ele vai ter que se decepcionar sozinho. Não adianta falarmos. Meu conselho foi basicamente para que ele esgote as tentativas de reaproximação. Coisa que ele ainda não tinha feito e que estava gerando angústia. Só depois de esgotarmos nossas possibilidades é que se inicia o processo de luto. Para mim, ele ainda tinha esperanças e só temos o luto quando algo está definitivamente morto. Mas cabe a ele sentir que morreu. Não adianta eu dizer que morreu. Ele tem que sentir e chegar a essas conclusões por ele. Quanto a se amar antes de tudo, concordo perfeitamente. Essa é a tônica desse blog. Mas essa descoberta também deve vir de dentro de cada um. Cada um de nós uma hora traça uma linha, um limite, no qual estabelece: até aqui eu vou pelo outro. Daqui para frente, eu sou mais eu. Esse limite varia de pessoa para pessoa e cada pessoa tem que descobrir sozinho este limite. E só se descobre ultrapassando-o e se sentindo mal por ultrapassá-lo. Refletindo sobre o que se fez e os resultados. Eu posso sugerir limites, mas cada um deve achar o seu próprio. O que eu prefiro mesmo é conclamar as pessoas a que pensem e reflitam sobre suas ações e se sintam melhores, se gostem mais, se aceitem, se perdoem e se tornem pessoas melhores para elas mesmas, não necessariamente para os outros. Mas para elas.
Mas vocês estão certos. Entendo o que vocês querem dizer.
Beijos!
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Janio Sarmento reply on January 25th, 2009 6:35 pm:
Lil.
Delícia debater com gente inteligente!
Você tem razão e demonstra muito mais sensibilidade do que eu na sua maneira de aconselhar o seu leitor. Às vezes sou tabacudo demais (se você não entende gauchês: tabacudo é sinônimo de grosso, ogro), e esqueço que cada pessoa tem seu tempo, e embora o meu umbigo seja lindo (é o meu, claro) ele não é o centro do mundo dos outros, só do meu.
Agora, quando a gente decide dar um conselho (ou uma sugestão) para alguém, o que não pode faltar é sinceridade e honestidade, e disso o meu comentário está transbordante.
Beijão, e se tenho falado pouco reitero agora: adoro o que você escreve.
Responder
Liliana reply on January 25th, 2009 6:48 pm:
Janio querido,
Você não é tabacudo de jeito nenhum! É um amor!
Seu comentário é muito próprio sim.
E eu sou sua fã.
Beijos!
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