Poderosa Afrodite

Parece que eu tenho que repetir isso indefinidamente

Filed under: Dúvidas | 07/29/2009 (3:40 pm) |

- Ele te trata mal?

- Ele não te procura?

- Ele foge de você?

- Você tem medo de levar um fora?

- Você não se sente segura dos sentimentos dele?

Então, ele não está a fim de você.

De novo, porque parece que é difícil de entender: ele não gosta de você!

Se gostasse, te trataria bem, te procuraria, você teria certeza dos sentimentos dele por você porque ele deixaria claro.

Trailer – Veja



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    Filed under: Artigos | 07/25/2009 (3:20 pm) |

    Este texto é para as várias pessoas que me escrevem querendo basicamente o mesmo conselho para a mesma situação.

    A pessoa gosta da outra, eles já tem um certo contato mas a pessoa não sabe o que fazer para confirmar um relacionamento.

    Eu vejo em todos os emails, comentários um ponto em comum: MEDO.

    Quem me pergunta o que fazer, está mais a vontade de falar comigo, uma estranha, do que de conversar com a pessoa amada. Eles não tem medo de mim mas têm medo do outro!

    Esse medo do outro é medo de se ferir, medo que o outro o fira. E apenas quem gostamos têm o poder maior de nos ferir, no caso rejeitar.

    Eu sempre falo para que os casais conversem. Para que se exponha o que se sente.

    Porém, essas pessoas que não conseguem conversar com o outro já não se sentem seguras do outro logo de início. Provavelmente todos os sinais já apontam que o outro não corresponde ao que a pessoa queria que ele sentisse.

    Então a lógica ficaria assim: para que conversar se eu já sei (sinto) que ele não me corresponde?

    Então preferem deixar a situação nebulosa, sem a fatal confirmação da rejeição.

    Queridos, não é normal sentir medo de quem a  gente gosta e se relaciona. Se você tem medo do outro, do que o outro vai fazer, de que vai te abandonar se você falar como está se sentindo, então essa pessoa não é para você.

    A gente deve se sentir bem, a vontade, poder falar nossos sentimentos livremente sem medo.

    Nós precisamos ficar a vontade com nosso par amoroso. Senão é impossível a convivência e uma afronta a sua individualidade.

    Eu sei que perder o medo é um processo difícil. Mas garanto que depois que se perde, nunca mais vão querer estar nessa situação.



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    Filed under: Histórias | 07/24/2009 (10:28 pm) |

    Acabei de ver um filme bem bonitinho chamado He’s Just Not Into You ou, “ele não está tão a fim de você”.

    O filme é um romance com mocinhos e mocinhas que ficam juntos, se separam e ficam juntos no final. Uma gracinha, bonitinho, levinho.

    Mas a mensagem real do filme é séria e não tem nada de engraçada ou de bonitinha. Pelo contrário, vai cutucar o ponto mais frágil de cada um de nós: ser rejeitado por alguém que a gente gosta.

    A mensagem correta do filme é: se ele gosta de você, se ele está a fim de você, ele vai fazer o que for, o que precisar para ficar com você.

    Se por acaso ele não está com você, é porque ele não está a fim de você. E ponto.

    Claro que isso vale para os dois sexos: quem gosta de verdade faz o possível para ficar junto. Se não fizer, der desculpas, enrolar, sumir, não telefonar, complicar as coisas, é que não está a fim. Simples assim.

    Isso responde inúmeras dúvidas que eu recebo de leitores e leitoras sobre pessoas que “enrolam” para ter um relacionamento de verdade. Se não estão tendo um relacionamento de fato, é porque não estão a fim.

    Eu acredito em amor de verdade e não me satisfaço com imitações de relacionamentos. Prefiro ficar só. É mais digno para mim.

    Sugiro para quem está nessa situação analisar friamente: a pessoa está realmente a fim de mim?



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    Filed under: Artigos | 07/22/2009 (1:11 pm) |

    Recebo muitos emails pedindo conselhos sobre o que fazer. Geralmente é uma moça que já tem um certo contato com o moço, são amigos, fazem coisas juntos e de repente ela percebe que está interessada nele de forma romântica. Daí, quer saber o que fazer para conquistá-lo.

    Eu sempre fui a favor de expor o que se sente e o que se quer.

    “Olha, eu gosto de você e queria ter um relacionamento amoroso.”

    O problema de expor seus sentimentos é que podemos ser rejeitados. Então, vejo que a maioria prefere ficar nessa situação nebulosa, enrolando e sonhando se daria certo ou não.

    Quando a gente fala o que sente e quer para o outro pode ter qualquer resposta e temos que estar preparados para ela, seja qual for. Saimos da situação antiga e damos um passo a frente para resolver a angústia do gostar.

    Podemos ser correspondidos ou não.

    Quando temos uma resposta ao que expomos, imediatamente gera uma mudança de disposição interna: o relacionamento com aquela pessoa vai mudar. Pra melhor ou pior.

    O que nos impede de ir para o confronto e resolver a situação é o medo.

    Mas se temos medo de conversar com quem gostamos algo está muito errado, tanto conosco como com a relação atual seja de amizade, profissional, qual seja.

    Ninguém quer sofrer. E muitas vezes não queremos aceitar os fatos que se apresentam e que inconscientemente ou conscientemente sabemos então é preferível perguntar para um estranho sobre o relacionamento do que conversar com a parte envolvida e que nos interessa.

    Não se pode ter medo do outro. E se você tem medo, essa pessoa não é para você.

    Não se deve ter medo de conversar. Nem medo de ouvir um “não”.

    A tristeza da rejeição passa como o arrancar de um band-aid. Mas a angústia de não resolver a situação fica corroendo por dentro.

    Se eu gosto de um amigo e quero me envolver romanticamente com ele, tenho que estar preparada para perder a amizade no caso dele não corresponder aos meus sentimentos.

    O objetivo da vida é acabar com as angústias e sofrimentos internos. E isso se faz confrontando, conversando, indo direto ao ponto e resolvendo o que tem que ser resolvido. Sofrer todo mundo sofre mas o sofrimento é finito. Acaba. Angústia não resolvida continua indefinidamente.

    E sempre se pode ter uma agradável surpresa. A pessoa pode corresponder aos seus sentimentos.

    Mas infelizmente, na minha experiência, quando o negócio não rola naturalmente, dificilmente você será correspondido.



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    Filed under: Artigos | 07/15/2009 (3:46 pm) |

    Quando eu vim morar aqui no interior percebi um fenômeno muito interessante: mulheres da cidade grande, de determinado nível socio-econômico-cultural se relacionando com homens simples, grosseiros, de nível muito diferente, geralmente mais novos. Não foi uma mulher que vi, foram várias.

    E a maioria desses relacionamentos não acabou bem. Teve caso até de agressão física dele contra ela. Caso de humilhações públicas. A maioria das histórias acabou de forma traumática.

    Confesso que eu não entendia porque dessas mulheres se relacionarem com homens tão distintos da realidade delas.

    Hoje eu entendo.

    Tais homens rudes no começo fascinam justamente por serem tão diferentes e por projetarem uma falsa impressão de segurança. E acredito que é a insegurança delas que as faz se apegar a esses homens.

    Elas não percebem que é a sólida segurança de mulher vivida que atrai os mais novos. Elas é que têm muito mais o que oferecer do que eles e não percebem pois ficam esperando algo de seus companheiros tão despreparados.

    Casais com diferenças culturais, financeiras e principalmente de amadurecimento emocional vão ter sempre razões de desarmonia que serão expressas inconscientemente ou de fato.

    A saída seria se relacionar com um igual? Talvez.

    Mas a verdade, na minha opinião, o relacionamento serve como chave-fechadura: ambos têm que ter suas necessidades atendidas. Se houver acordo e os dois estiverem felizes, ótimo. O problema é quando nos relacionamos com alguém que não tem os meios de atender nossas necessidades. Não dá para tirar leite de pedra, ou algo assim.

    Por isso, é fundamental reconhecer nossa situação real: o que eu sou, como sou, do que preciso, o que eu posso dar. Um exercício de constatação de realidade para sabermos realmente nosso valor, nosso nível, nosso grau de segurança e o quanto nos bastamos. Uma vez sabendo da nossa própria realidade, podemos escolher com quem e como vamos nos relacionar. Quais nossas condições.

    No fim, é sempre uma questão de auto-estima e se reconhecer.



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    Filed under: Artigos | 07/14/2009 (2:33 pm) |

    Quando penso o que fazer para esquecer um grande amor, eu me lembro de um conto de Ray Bradbury que me fez chorar quando o li a primeira vez.

    É um conto de ficção científica sobre uma mulher que havia prometido nunca mais olhar para o astro onde seu amor perdesse a vida, sendo ele astronauta.

    No fim do conto, ficamos sabendo que ela nunca mais saiu de casa de dia, porque a nave dele caiu no Sol.

    Ficava imaginando o quão romântico seria isso, nunca mais ver o Sol para não se lembrar do seu amor perdido.

    Porém, na verdade, cada vez que ela não saia de casa para não ver o Sol, ela se torturava ainda mais e a lembrança de seu amor estaria lá com ela independente de qualquer coisa: ficar em casa ou não.

    Na verdade, não se esquece um  grande amor.

    Porque justamente foi um grande amor.

    O que se faz é minimizar o sofrimento na medida do possível não se expondo aos raios solares desse amor perdido, no entanto, sem ficar na escuridão e sem se restringir a própria vida.

    Porque a melhor coisa para se superar um amor perdido é o tempo e viver sua própria vida da melhor maneira que puder até que esse amor seja apenas uma lembrança na memória.

    Não se deixe machucar mais que o absolutamente inevitável.



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    Filed under: Artigos | 07/08/2009 (3:57 pm) |

    A gente faz qualquer coisa Em Nome do Amor.

    Verdade.

    Mesmo a pessoa mais centrada e resolvida está vulnerável a fazer uma bobagem, aguentar o insuportável, perdoar o imperdoável Em Nome do Amor.

    Essa coisa de Em Nome do Amor consegue englobar tantas circunstâncias que quando a gente vê, já dançou.

    Mas pensando bem, que é justamente o que a gente não faz quando está envolvido pelo Em Nome do Amor, será Amor mesmo?

    O Amor por outra pessoa tem costas largas para nos justificarmos de assuntos nossos que não queremos ver, reconhecer e modificar.

    É muito mais fácil entrar nessa de Em Nome do Amor do que avaliar se o sentimento em jogo em primeiro lugar realmente envolve outra pessoa ou se é uma questão pessoal. Pois a primeira saída sempre é a projeção no outro: o macaco não vê o próprio rabo.

    O processo então é de discriminação entre o que é meu, o que eu preciso fazer para resolver o meu problema, minha carência, minha afetividade e o que é sentimento real pelo outro o que envolve ver o outro como ele é na verdade.

    Como eu me sinto de fato?

    É amor?

    Por que estou fazendo ou deixando de fazer? É Em Nome do Amor de verdade ou por falha emocional minha?

    Para mim, Amor é quando conseguimos ver o outro como ele é, sem artifícios e justificativas para torná-lo melhor e aceitável. Ver as qualidades e defeitos e mesmo assim amá-lo no conjunto com aceitação. Amor de verdade é quando não precisamos do outro por falhas psicológicas nossas porque nos amamos antes de tudo.

    Apenas quem se ama em primeiro lugar pode amar de verdade outra pessoa.



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