Poderosa Afrodite

Mr. Right e Mr. Wrong

Filed under: Artigos | 03/28/2010 (2:08 pm) |

Um dos mistérios da vida é por que nos atraímos pelo Mr. Wrong?

E invariavelmente nos parece o Mr. Right mas esse não nos atinge como o outro.

Eu fico achando que o Mr. Right nos pega no racional. Sabemos que ele é melhor. E Mr. Wrong sintoniza com nossas carências e sombras mais profundas que desenvolvemos na infância. É só minha opinião, não sei de  nenhum fundamento científico para isso.

E como se livrar do Mr. Wrong e estar aberta ao Mr. Right?

Justamente resolvendo essas pendências infantis. Traumas, modelos de quando éramos criança.

Eu entendo que a gente tenta repetir exemplos do passado. Se você foi maltratada quando criança suas chances de continuar sendo maltratado são grandes.

Só se achando digna de ser bem-tratada e se conscientizar que você merece algo bom vai facilitar por distâncias em todos os Mr. Wrongs que se atrai e olhar com mais atenção ao Mr. Right.



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    Filed under: Artigos | 08/23/2009 (6:27 pm) |

    Eu aprendi que existem 3 palavras nos relacionamentos: vem, fica e volta.

    Tem hora que devemos falar uma delas e pensar as outras.

    Depois de falar cada uma delas em ocasiões diferentes, cheguei à conclusão que a única que deve ser proferida em voz alta é: vem.

    Se eu tenho que falar “fica” para alguém, é porque essa pessoa não quer ficar.

    Se eu tenho que falar “volta”, a mesma coisa.

    Quando eu falo “vem”, é algo que depende de mim. Eu estou dando autorização para a pessoa vir.

    Quando se chega nesse ponto de não falar “fica” ou “volta”, é quando a gente gosta da gente mais do que de qualquer outra pessoa.



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    Filed under: Artigos | 08/18/2009 (2:50 pm) |

    A melhor sensação do mundo e amar é ser correspondido.

    Em compensação, a pior sensação é amar e não ser correspondido.

    E a gente sempre sabe quando não está sendo correspondido.

    Por mais que não queira ver, a gente sente aquele vazio que está faltando algo.

    Até a hora que acontece alguma coisa que não dá para fingir que não aconteceu e vem a certeza absoluta: não sou amado.

    Nessa hora, a gente pega a viola e põe no saco e vai embora.

    E torce para esse amor não correspondido morrer logo.



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    Filed under: Artigos | 08/05/2009 (1:42 pm) |

    Cuidado com pessoas que só conseguem se relacionar com você quando você está numa situação de fragilidade.

    Porque essas pessoas não têm interesse que você saia dessa situação.

    Podem até fazer coisas por você, “cuidar” de você. Mas não querem que você seja forte e independente pois daí não saberiam como lidar com você.

    Se você está numa situação tal que não melhora, observe se não tem alguém boicotando essa melhora.

    É um relação neurótica típica.



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  • Medo!

    Filed under: Artigos | 07/25/2009 (3:20 pm) |

    Este texto é para as várias pessoas que me escrevem querendo basicamente o mesmo conselho para a mesma situação.

    A pessoa gosta da outra, eles já tem um certo contato mas a pessoa não sabe o que fazer para confirmar um relacionamento.

    Eu vejo em todos os emails, comentários um ponto em comum: MEDO.

    Quem me pergunta o que fazer, está mais a vontade de falar comigo, uma estranha, do que de conversar com a pessoa amada. Eles não tem medo de mim mas têm medo do outro!

    Esse medo do outro é medo de se ferir, medo que o outro o fira. E apenas quem gostamos têm o poder maior de nos ferir, no caso rejeitar.

    Eu sempre falo para que os casais conversem. Para que se exponha o que se sente.

    Porém, essas pessoas que não conseguem conversar com o outro já não se sentem seguras do outro logo de início. Provavelmente todos os sinais já apontam que o outro não corresponde ao que a pessoa queria que ele sentisse.

    Então a lógica ficaria assim: para que conversar se eu já sei (sinto) que ele não me corresponde?

    Então preferem deixar a situação nebulosa, sem a fatal confirmação da rejeição.

    Queridos, não é normal sentir medo de quem a  gente gosta e se relaciona. Se você tem medo do outro, do que o outro vai fazer, de que vai te abandonar se você falar como está se sentindo, então essa pessoa não é para você.

    A gente deve se sentir bem, a vontade, poder falar nossos sentimentos livremente sem medo.

    Nós precisamos ficar a vontade com nosso par amoroso. Senão é impossível a convivência e uma afronta a sua individualidade.

    Eu sei que perder o medo é um processo difícil. Mas garanto que depois que se perde, nunca mais vão querer estar nessa situação.



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    Filed under: Artigos | 07/22/2009 (1:11 pm) |

    Recebo muitos emails pedindo conselhos sobre o que fazer. Geralmente é uma moça que já tem um certo contato com o moço, são amigos, fazem coisas juntos e de repente ela percebe que está interessada nele de forma romântica. Daí, quer saber o que fazer para conquistá-lo.

    Eu sempre fui a favor de expor o que se sente e o que se quer.

    “Olha, eu gosto de você e queria ter um relacionamento amoroso.”

    O problema de expor seus sentimentos é que podemos ser rejeitados. Então, vejo que a maioria prefere ficar nessa situação nebulosa, enrolando e sonhando se daria certo ou não.

    Quando a gente fala o que sente e quer para o outro pode ter qualquer resposta e temos que estar preparados para ela, seja qual for. Saimos da situação antiga e damos um passo a frente para resolver a angústia do gostar.

    Podemos ser correspondidos ou não.

    Quando temos uma resposta ao que expomos, imediatamente gera uma mudança de disposição interna: o relacionamento com aquela pessoa vai mudar. Pra melhor ou pior.

    O que nos impede de ir para o confronto e resolver a situação é o medo.

    Mas se temos medo de conversar com quem gostamos algo está muito errado, tanto conosco como com a relação atual seja de amizade, profissional, qual seja.

    Ninguém quer sofrer. E muitas vezes não queremos aceitar os fatos que se apresentam e que inconscientemente ou conscientemente sabemos então é preferível perguntar para um estranho sobre o relacionamento do que conversar com a parte envolvida e que nos interessa.

    Não se pode ter medo do outro. E se você tem medo, essa pessoa não é para você.

    Não se deve ter medo de conversar. Nem medo de ouvir um “não”.

    A tristeza da rejeição passa como o arrancar de um band-aid. Mas a angústia de não resolver a situação fica corroendo por dentro.

    Se eu gosto de um amigo e quero me envolver romanticamente com ele, tenho que estar preparada para perder a amizade no caso dele não corresponder aos meus sentimentos.

    O objetivo da vida é acabar com as angústias e sofrimentos internos. E isso se faz confrontando, conversando, indo direto ao ponto e resolvendo o que tem que ser resolvido. Sofrer todo mundo sofre mas o sofrimento é finito. Acaba. Angústia não resolvida continua indefinidamente.

    E sempre se pode ter uma agradável surpresa. A pessoa pode corresponder aos seus sentimentos.

    Mas infelizmente, na minha experiência, quando o negócio não rola naturalmente, dificilmente você será correspondido.



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    Filed under: Artigos | 07/15/2009 (3:46 pm) |

    Quando eu vim morar aqui no interior percebi um fenômeno muito interessante: mulheres da cidade grande, de determinado nível socio-econômico-cultural se relacionando com homens simples, grosseiros, de nível muito diferente, geralmente mais novos. Não foi uma mulher que vi, foram várias.

    E a maioria desses relacionamentos não acabou bem. Teve caso até de agressão física dele contra ela. Caso de humilhações públicas. A maioria das histórias acabou de forma traumática.

    Confesso que eu não entendia porque dessas mulheres se relacionarem com homens tão distintos da realidade delas.

    Hoje eu entendo.

    Tais homens rudes no começo fascinam justamente por serem tão diferentes e por projetarem uma falsa impressão de segurança. E acredito que é a insegurança delas que as faz se apegar a esses homens.

    Elas não percebem que é a sólida segurança de mulher vivida que atrai os mais novos. Elas é que têm muito mais o que oferecer do que eles e não percebem pois ficam esperando algo de seus companheiros tão despreparados.

    Casais com diferenças culturais, financeiras e principalmente de amadurecimento emocional vão ter sempre razões de desarmonia que serão expressas inconscientemente ou de fato.

    A saída seria se relacionar com um igual? Talvez.

    Mas a verdade, na minha opinião, o relacionamento serve como chave-fechadura: ambos têm que ter suas necessidades atendidas. Se houver acordo e os dois estiverem felizes, ótimo. O problema é quando nos relacionamos com alguém que não tem os meios de atender nossas necessidades. Não dá para tirar leite de pedra, ou algo assim.

    Por isso, é fundamental reconhecer nossa situação real: o que eu sou, como sou, do que preciso, o que eu posso dar. Um exercício de constatação de realidade para sabermos realmente nosso valor, nosso nível, nosso grau de segurança e o quanto nos bastamos. Uma vez sabendo da nossa própria realidade, podemos escolher com quem e como vamos nos relacionar. Quais nossas condições.

    No fim, é sempre uma questão de auto-estima e se reconhecer.



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  • Para Esquecer Um Grande Amor

    Filed under: Artigos | 07/14/2009 (2:33 pm) |

    Quando penso o que fazer para esquecer um grande amor, eu me lembro de um conto de Ray Bradbury que me fez chorar quando o li a primeira vez.

    É um conto de ficção científica sobre uma mulher que havia prometido nunca mais olhar para o astro onde seu amor perdesse a vida, sendo ele astronauta.

    No fim do conto, ficamos sabendo que ela nunca mais saiu de casa de dia, porque a nave dele caiu no Sol.

    Ficava imaginando o quão romântico seria isso, nunca mais ver o Sol para não se lembrar do seu amor perdido.

    Porém, na verdade, cada vez que ela não saia de casa para não ver o Sol, ela se torturava ainda mais e a lembrança de seu amor estaria lá com ela independente de qualquer coisa: ficar em casa ou não.

    Na verdade, não se esquece um  grande amor.

    Porque justamente foi um grande amor.

    O que se faz é minimizar o sofrimento na medida do possível não se expondo aos raios solares desse amor perdido, no entanto, sem ficar na escuridão e sem se restringir a própria vida.

    Porque a melhor coisa para se superar um amor perdido é o tempo e viver sua própria vida da melhor maneira que puder até que esse amor seja apenas uma lembrança na memória.

    Não se deixe machucar mais que o absolutamente inevitável.



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  • Em Nome do Amor

    Filed under: Artigos | 07/08/2009 (3:57 pm) |

    A gente faz qualquer coisa Em Nome do Amor.

    Verdade.

    Mesmo a pessoa mais centrada e resolvida está vulnerável a fazer uma bobagem, aguentar o insuportável, perdoar o imperdoável Em Nome do Amor.

    Essa coisa de Em Nome do Amor consegue englobar tantas circunstâncias que quando a gente vê, já dançou.

    Mas pensando bem, que é justamente o que a gente não faz quando está envolvido pelo Em Nome do Amor, será Amor mesmo?

    O Amor por outra pessoa tem costas largas para nos justificarmos de assuntos nossos que não queremos ver, reconhecer e modificar.

    É muito mais fácil entrar nessa de Em Nome do Amor do que avaliar se o sentimento em jogo em primeiro lugar realmente envolve outra pessoa ou se é uma questão pessoal. Pois a primeira saída sempre é a projeção no outro: o macaco não vê o próprio rabo.

    O processo então é de discriminação entre o que é meu, o que eu preciso fazer para resolver o meu problema, minha carência, minha afetividade e o que é sentimento real pelo outro o que envolve ver o outro como ele é na verdade.

    Como eu me sinto de fato?

    É amor?

    Por que estou fazendo ou deixando de fazer? É Em Nome do Amor de verdade ou por falha emocional minha?

    Para mim, Amor é quando conseguimos ver o outro como ele é, sem artifícios e justificativas para torná-lo melhor e aceitável. Ver as qualidades e defeitos e mesmo assim amá-lo no conjunto com aceitação. Amor de verdade é quando não precisamos do outro por falhas psicológicas nossas porque nos amamos antes de tudo.

    Apenas quem se ama em primeiro lugar pode amar de verdade outra pessoa.



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    Filed under: Artigos | 06/23/2009 (3:44 pm) |

    Cada ser precisa ter seu espaço. Seja em tempo para si mesmo, seja em local para suas coisas, seja em silêncio para organizar seus pensamentos.

    Por mais que queiramos estar acompanhados precisamos ficar sozinhos também.

    Este tempo/espaço próprio reflete nossa vida interna, nosso mundo individual dentro de nossas cabeças. E exatamente esse mundo interno é o que nos recheia, nosso recheio e o que nos caracteriza como seres únicos.

    Quando estamos sem alguém, tendemos mais a viver esse mundo interno. (A não ser aquelas pessoas que só vivem através dos outros…) E quando finalmente arrumamos companhia a tendência é de negligenciar nosso mundo interno pela companhia nova.

    O resultado é que nos esvaziamos. O que antes nos recheava e nos adjetivava se perde em detrimento do convívio com outrém.

    E deixamos de ser nós mesmos.

    Assim, sempre mantenha seu espaço próprio interno e externo. Tenha seu tempo para você. Cultive sua individualidade.

    Manter sua individualidade não é amar menos seu companheiro. É continuar amando a pessoa que você é e pela qual seu amor se interessou em você por princípio.



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