Poderosa Afrodite

MANUAL DO CORAÇÃO PARTIDO – CONCLUSÃO

Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:23 pm) |

A gente não começa um relacionamento pensando que vai dar errado e que vamos sair feridos.

Porém, isso acontece e temos que lidar com as tristezas.

Com sinceridade, integridade e esforço próprios chegaremos a ser mais felizes do que antes.

Por favor, me acreditem que vocês vão ficar bem.

Boa sorte!



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:22 pm) |
    • E Começa Tudo De Novo…

    Um bom tempo se passou até você atingir a fase da auto-suficiência.

    Você é você sem apêndices, sem fantasmas, sem sofrimento, sem ninguém.

    Você é uma pessoa inteira! Tem coisas boas e ruins e está bem em relação a elas.

    E é com essa integridade que você buscará novos relacionamentos, tornando a fase de cura do coração partido um instrumento importantíssimo de experiência de vida.

    Se vai achar outro amor…

    Isso não importa! Você já está bem consigo mesmo e quem aparecer será um acréscimo agradável numa vida já gostosa e feliz.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:21 pm) |
    • E O Ciclo Se Completa – a indiferença

    O tempo passou, você se sente bem com você mesmo, está feliz sozinho e quando se menos espera a lembrança daquele que te feriu praticamente desapareceu da memória.

    Você olha alguma coisa ou faz algo que antes associava com o ex-amor e percebe, com surpresa, que aquilo não tem mais carga emocional.

    A pessoa em questão passa a não provocar sentimentos em você. Não faz mais falta.

    É a fase final de indiferença.

    Você não sofre mais. E pode escolher as memórias do outro que interessam. Pode revisitar todo o relacionamento e olhar para ele de forma impassível.

    “Fulano? Aham…”

    Você não está nem aí.

    Finalmente você atingiu a sensação que queria desde o começo da história. Ficar sem dor.

    Isso leva tempo e varia de pessoa para pessoa. Tem gente que se mantém numa situação de sofrimento indefinidamente por justamente não ter algo para colocar no lugar, não desenvolver uma vida e individualidade próprias. Então, em vez de construir uma nova relação de amor consigo mesmo, ficam estacionados no sofrimento pela relação antiga.

    A mensagem importante aqui é que se voltamos nossa atenção para nós mesmos, para nossa vida, para as coisas que nos fazem bem, vamos parar de sofrer pelo outro com certeza.

    Olhem para um futuro sem sofrimento. Não fiquem olhando para trás.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:20 pm) |
    • Eu Não Quero Mais Isso Para Mim – amar de novo? Socorro – o trauma

    É natural e instintivo não querer mais se ferir.

    O caminho para consertar um coração partido é sofrido, lento e difícil. Nada mais justo que fugir de uma situação semelhante a qualquer preço.

    Cicatrizes doem. Como aquele osso quebrado que volta a dar sinal de vida quando o tempo muda. Dói.

    E com o mesmo desânimo que lembramos daquele que partiu nosso coração, vemos os possíveis candidatos a relacionamentos.

    Será que estou pronto para ter meu coração partido de novo? Será que agüento outra? Será que conseguirei olhar um novo relacionamento sem associar com o sofrimento do anterior?

    A gente muda depois de um coração partido. Passamos a nos proteger mais, ficar com o pé atrás, e quem sabe até passamos a evitar as situações e comportamentos que culminaram numa separação.

    Podemos ter mudado para melhor. Melhor para nós mesmos, claro. E por conseguinte, melhor para quem está conosco.

    Mas dá tanto trabalho se recuperar e operar essas mudanças em nós que ficamos com medo de por tudo a perder novamente. E acabamos não querendo nos relacionar.

    É a fase que se está sozinho e feliz. É quando aproveitamos nossa nova identidade e não queremos que ninguém venha atrapalhar esse romance entre você com você mesmo.

    É um fase boa. Muito boa. Somos auto-suficientes.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:19 pm) |
    • Como O Vento Desmanchando Uma Mandala De Areia – a memória vai se distanciando, o esquecimento

     

    Quando a  gente está envolvido emocionalmente, nossa mente fica completamente ocupada pelo assunto. Se nossas paixões estão a flor da pele, nossos sentimentos de amor, raiva, mágoa, saudade, tristeza, alegria nos preenchem e ficam pululando na nossa memória. Ou seja, a gente não para de pensar na coisa. No caso do coração partido, a gente não para de pensar no ex-amor. Tudo é motivo para lembrarmos dele ou dela. E mesmo sem motivo a imagem da pessoa vem à mente e fica cutucando, atrapalhando nossa rotina diária. Fica se metendo sem ter sido chamado.

    Mais uma vez, o tempo e o viver nossa vida dia a dia é a solução.

    Se nos distraímos com outras coisas e ocupamos nossa mente com outros pensamentos e idéias, não sobra espaço para os pensamentos no ex.

    No começo, tem que fazer uma forcinha para se concentrar na coisa que se está fazendo. Mas depois de um tempo, a tal coisa será feita automaticamente e os pensamentos intrusos do ex-amor não aparecerão.

    Se a gente não fica relembrando à força, a tendência é não lembrar espontaneamente. Nossas lembranças vão desaparecendo e ficando mais distantes na memória.

    É como se a pessoa que estava superpróxima se afastasse e para entrarmos em contato com ela teríamos que ativar pensamentos específicos sobre ela.

    As lembranças vão parar no mesmo lugar, por exemplo, das lembranças de infância, longe do agora.

    E tais lembranças vão se esgotando de carga afetiva. A gente pode lembrar e não sofrer mais quando lembra, como se estivesse vendo um filme. Não como se estivesse dentro do filme.

    E como num filme, as lembranças vão sendo editadas. Algumas coisas a gente esquece, outras a gente lembra, outras a gente passa a ver de forma diferente. E podemos reanalisar toda a história do relacionamento sob outra ótica, sem estarmos loucos de paixão. Uma análise mais consciente, racional, ponderada.

    Para este processo todo acontecer, como já expliquei, tem que começar fazendo uma forcinha. Mas o que seria essa forcinha?

    É escolher seguir em frente com sua vida. É deixar para trás o passado. Isso pode ser o mais difícil para algumas pessoas porque implica em abraçar um futuro novo e desconhecido, o que dá medo.

    Como eu serei sem essas lembranças e essa presença dessa pessoa dentro de mim?

    Você será você. Com suas lembranças, seus desejos, seus sonhos, suas aspirações e realizações. E isso é maravilhoso! Acredite!



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:18 pm) |
    • Eu Sou Uma Pessoa Maravilhosa

    Quando um relacionamento termina, a culpa é sempre dos dois envolvidos. Ninguém é pior que o outro. Cada um teve sua parcela para que o casal não desse certo por mais tempo. No entanto, quando estamos com o coração partido, a sensação é de que a culpa de tudo dar errado e de sermos abandonados é exclusivamente nossa. Nos sentimos mal conosco por isso.

    Parece que todos os nossos defeitos se destacam e é tudo que percebemos em nós. Tentamos ver alguma coisa boa na gente mas não achamos nada.

    O raciocínio é que se fôssemos bons não teríamos sido abandonados. E por mais que as pessoas falem diferente para gente, não adianta.

    Conforme o tempo vai passando, e chegamos à fase de perceber que o outro não  era aquela maravilha que a gente achava que era e que provavelmente ele também participou no fim do relacionamento te fazendo sofrer e sendo fonte de sofrimento antes e após o final, começamos a dividir as responsabilidades pelo que deu errado.

    Chega o momento que podemos olhar para nós mesmos e analisar qual o nosso papel e como somos de verdade. E principalmente, perceber o que temos de bom.

    Não somos perfeitos assim como o outro não é perfeito também. Mas não somos horríveis como nos sentíamos anteriormente.

    É hora de ver suas qualidades reais. E ficar feliz por elas. Ficar feliz por você ser você.

    A grande mudança nesse estágio é se descobrir uma pessoa maravilhosa e que merece ser feliz. Pois a gente só busca a felicidade e é feliz de fato quando acreditamos que merecemos essa felicidade toda. Automaticamente nos afastamos de quem não nos faz feliz e podemos deixar as lembranças tristes para trás.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:17 pm) |
    • Mas Que Merda É Essa Que Acontece Dentro De Mim – sentimentos antagônicos

    Primeiro você amava aquela pessoa de paixão.

    Depois aquela pessoa te magoou, te feriu e partiu seu coração te deixando num mar de amargura.

    Você passa a odiar quem te machucou. Mas ao mesmo tempo fica torcendo para a pessoa voltar e serem felizes novamente.

    Você detesta aquele ser horroroso, cheio de defeitos e o quer de volta mesmo tendo arrasado com você.

    Pensa na pessoa com carinho, sente saudades e tem asco só de lembrar o quanto está sofrendo por causa dela.

    Os sentimentos não poderiam ser mais contraditórios. Você ainda ama mas odeia também, tudo junto ao mesmo tempo agora.

    Depois de estar  sofrendo com seu coração partido por algum tempo, é natural desgostar de quem nos faz sofrer. É auto-preservação. Você quer evitar o sofrimento, ser magoado por quem já nos magoou. É a hora que você se pega ponderando: e se a pessoa quisesse voltar, eu aceitaria? Eu gostaria de me relacionar de novo com alguém que me fez sofrer tanto?

    “Ah, mas eu gosto dele(a)…” Você pode pensar: claro que voltaria. Mas dentro de você o sofrimento já te modificou. O que você sentia já não é só maravilhoso. O outro faz mal e não gostamos de quem nos faz mal.

    Assim, é normal sentir ao mesmo tempo amor e ódio, gostar e não gostar, atração e aversão por aquela pessoa que partiu seu coração.

    O outro nos parece um vaso lindo, mas agora um vaso rachado. Podemos até usar o tal vaso para colocar nossas flores, mas a água pode vazar, a rachadura vai aparecer eventualmente. E a gente quando olhar a tal rachadura vai sempre lembrar de como o vaso quebrou. E isso incomoda bastante a ponto de talvez não queiramos usar mais o vaso estragado na nossa sala de estar.

    Esta é a hora que você pondera o que o outro tem de bom e o que ele te fez de mal e finalmente o descarta.

    E finalmente começa a seguir em frente com sua vida.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:16 pm) |
    • Eu Não Mereço Sofrer

    A gente não escolhe começar a sofrer. Porém, parar de sofrer é uma escolha consciente.

    Logo no começo do nosso coração partido, o sofrimento é tão grande que não temos condições de raciocinar. Somos envolvidos pelos sentimentos. Com o decorrer do tempo, o sofrimento vai aliviando e já temos a capacidade de pensar novamente. É nessa hora que podemos escolher parar de sofrer.

    Um belo dia você resolve que não quer mais sofrer desse jeito.

    Por um lado é simples.

    De outro lado, no entanto, não faz o sofrimento desaparecer por encanto só porque você decidiu não sofrer mais.

    Daí começa o trabalho ativo para se parar de sofrer. Tem que fazer uma forcinha.

    Primeiro tem que se perdoar e deixar de achar que você merece sofrer. Ficar se culpando só impede que você analise de fato seu papel no término da relação e conserte dentro de você o que tem que ser consertado, se é que tem que consertar.

    Eu deveria ter feito isso. Ou, eu deveria não ter feito aquilo. Perdoe-se e aprenda a lição. Não marque bobeira na próxima. Bola para frente.

    E o que será que estou fazendo comigo que perpetua meu sofrimento?

    Preste atenção quando você se sente mal, triste e veja o que está fazendo e pensando nessas horas e pare de fazer. Simples.

    Se fica se torturando pensando no outro, pare de pensar. Vá ver televisão, ler um livro, sei lá, desvie o pensamento.

    Se fica tentando entrar em contato com o outro e se sente mal com isso. Pare.

    Se fica vendo fotos de quando eram felizes, não veja.

    Você vai ter que se esforçar para mudar os hábitos. Parar de ter hábitos e rotinas que te deixem triste e sofrendo. E mudanças de comportamento requerem um esforço no começo até que se tornem novas rotinas sem sofrimentos.

    A gente não para de sofrer se fica permitindo que os mesmos pensamentos de tristeza ocupem nossa mente ao bel prazer.

    Tem que dar um basta no sofrimento.

    Eu escolho não sofrer mais.

    E agir.

    E com o tempo perceberá que sua mente será ocupada por outras coisas melhores.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:15 pm) |
    • Rebound

    Quando a  gente leva o fora de alguém, se sente tão indesejado, tão carente, tão porcaria que a primeira reação é arrumar outra pessoa para levantar nossa bola.

    A gente pega o primeiro ou a primeira que aparece que dá um pouco de atenção, um pouco de carinho e se agarra e se joga de cabeça num novo relacionamento para abafar o sofrimento do relacionamento anterior que acabou.

    Ou seja, a gente vai cheio de amor para dar e o outro provavelmente não vai estar na mesma sintonia que nós. E acabamos ou tendo uma tórrida noite de sexo e um adeus em seguida ou um novo namoro prematuro fadado ao insucesso.

    Essa tentativa de relacionamento logo depois de um relacionamento sério acabar é chamada de rebound, ou rebote. E geralmente não dá certo e a gente acaba se magoando e magoando o outro também.

    Mas porque o rebound não dá certo?

    Porque estamos com a outra pessoa pelos motivos errados. Não estamos com o outro porque gostamos dele. Estamos com ele ou ela porque queremos esquecer o amor perdido, queremos suprir carências enormes que deveriam ser supridas por nós mesmos e principalmente porque não estamos inteiros para uma nova relação.

    Muita gente procura o rebound com a ilusão que só um novo amor para esquecer o antigo.

    Não se esquece um amor. Trabalha-se os sentimentos internamente até que só sobram lembranças.

    Passar de um amor para outro, para o rebound é perder a oportunidade de crescer como pessoa e resolver os próprios conflitos que colaboraram para o fim da relação e que se não forem resolvidos vão com certeza atrapalhar essa nova relação.

    A gente acaba repetindo padrões se não aprende e muda.

    E o objeto de amor no rebound recebe uma carga enorme para carregar e um vazio nosso muito grande para preencher. Imagine jogar todas as frustrações e carências de um amor perdido numa pessoa nova que você acabou de começar a se relacionar!

    Relacionamentos rebound não costumam durar. Fiquem avisados.

    E ninguém é obrigado a passar pelo rebound.

    Trabalhe suas carências sozinho e apenas quando estiver bem com você mesmo poderá então se relacionar de igual para igual com outra pessoa.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:14 pm) |
    • Cada Dia É Uma Tortura – reaprender a passar o tempo, dia a dia

    Você vai se surpreender como o passar do tempo é o melhor remédio para o coração partido.

    Então, cabe a pessoa ferida fazer passar o tempo, dia a dia.

    O bom é que o tempo vai passar independente se fizermos algo ou não. Podemos ficar imóveis e o tempo estará passando.

    Todo mundo deve ter uma rotina própria para o dia, para a semana até para o mês. E essa rotina é nossa, só nossa e não envolve terceiros. Assim, cumprir os rituais da rotina nos faz focar a atenção em nós e apenas em nós, além de passar o tempo.

    E agora sozinhos, temos também tempo de sobra para fazermos o que gostamos. Muitas vezes quando acompanhados deixamos de lado alguma atividade que sempre quisemos fazer por causa do outro. Pois é hora de ir atrás daquelas coisas que você sempre quis fazer e não podia.

    Saber o que fazer implica em ter preferências, gostar de atividades, escolher companhias. É uma situação completamente nova pois dessa vez você terá que decidir por si só como você gosta ou não de passar seu tempo. E a única desculpa para não realizar seus desejos é você mesmo.

    Quando nos vemos sozinhos de novo passamos por todo um processo de remontar uma vida. E para formularmos essa vida nova usamos o critério novo do “eu”.

    Quem sou eu? Do que eu gosto? Do que eu não gosto? O que eu quero?

    Estar sozinho de novo é uma oportunidade maravilhosa para melhorarmos nossa qualidade de vida a níveis que nunca imaginamos.

    Ser egocêntrico e egoísta é a regra. Não é errado, é o certo a se fazer.

    A busca pelo novo eu sozinho é uma das coisas mais gostosas que tem, porque se resume ao seu prazer e a tudo que te deixa feliz.

    E o tempo vai passando e você vai se cercando de atividades, pessoas, coisas e pensamentos bons e prazerosos para você.

    E você se pegará fazendo algo legal e vai se tocar que nem estava mais pensando “naquela pessoa”.



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