Poderosa Afrodite

PodChá 9 – Especial do Poderosa Afrodite

Filed under: Comentando Comentários, Dúvidas, PodChá, Podcast | 02/16/2009 (5:40 am) |

Queridos leitores,

Dessa vez quis fazer algo diferente e convidei o Carlos Cardoso, dos blogs Contraditorium, Meiobit e Blog do Cardoso para responder sob o ponto de vista masculino 3 casos de leitoras que me pediram opinião.

Convido a todos a conhecer a visão de um homem inteligente e que não mediu palavras para dar sua visão dos casos.

Acredito que nesse podcast a resposta que todas as mulheres se perguntam é finalmente respondida: mas o que se passa na cabeça desses caras?

Homens, opinem.

Mulheres, irritem-se.

Mas no final, amem-se todos!

E escutem até o fim para ouvir a minha mensagem.

Beijos a todos!

Baixe aqui o arquivo em MP3.

E aqui o arquivo em Zip.

Para mais PodChás, o Podcast da Liliana visite o Podcha.com.br.



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  • Complacência

    Filed under: Artigos, Comentando Comentários | 01/25/2009 (3:10 pm) |

    Complacência (pelo Houaiss)

    Datação
    1540 JBarV 19 

    Acepções
    ? substantivo feminino
    ato ou efeito de comprazer
    1 disposição habitual ou tendência de corresponder aos desejos, gostos, idiossincrasias de outrem com a intenção de ser-lhe agradável
    Ex.: obter um favor da c. dos parentes
    2 Derivação: por metonímia.
    ação inspirada nessa disposição; gentileza, delicadeza
    Ex.: não havia c. que a satisfizesse
    3 Derivação: por extensão de sentido. Uso: pejorativo.
    ação inspirada por condescendência ou submissão condenável
    Ex.: as c. ilícitas dos políticos irresponsáveis
    4 Derivação: sentido figurado.
    brandura, benignidade
    Ex.: houve c. por parte do tempo, e por isso saímos sem chuva
    5 Rubrica: fisiologia.
    alteração do volume pulmonar determinada pela modificação da pressão intra-alveolar, medida no pico do volume respiratório, quando não há fluxo aéreo
    6 Rubrica: fisiologia.
    índice de distensibilidade de estruturas elásticas (vasos sangüíneos, coração, pulmões)
    7 Rubrica: termo jurídico, medicina.
    estado ou qualidade do hímen complacente

    Etimologia
    lat.tar. complacentìa,ae ‘id.’ ; ver praz-; f.hist. 1540 complacecia, 1573 complaçencia, a1595 complacencia

    Sinônimos
    ver sinonímia de beneficência e antonímia de desgosto, fúria

    Eu gosto muito da palavra “Complacência”.

    No entanto, como médica, eu a uso no sentido fisiológico do termo: qualidade elástica de nosso organismo que tem um limite. Ou seja, nós somos elásticos até certo ponto, depois, arrebentamos, e aí está o limite de nossa complacência.

    Como eu não divido mente e corpo, extrapolo para nossos sentimentos essa qualidade elástica limitada que temos em nosso pulmões, vasos, etc.

    Para mim, temos a complacência no amor, no gostar, no sofrer pelo outro. Temos um limite nosso no sentir que depois de ultrapassado deixamos de sentir igual. O sentimento se rompe, se estraga, se desfaz assim como um elástico que arrebenta se puxado demais além de seu ponto de resistência e elasticidade.

    Cada pessoa é complacente diferentemente. Uns são mais que outros. Outros parecem que não são nada complacentes. E alguns parecem que suportam qualquer pressão e nunca rompem.

    Muitos fatores são envolvidos na constituição da complacência de alguém: de que material essa pessoa é feita, suas experiências anteriores, suas necessidades imediatas, seu background familiar, cultural e social por exemplo.

    Mas cada um de nós tem seu ponto de ruptura no qual aquele determinado sentimento foi empurrado até determinado limite que depois dele, o sentimento se modifica.

    Que limite seria este?

    Na minha experiência eu percebo que o que determina limites às pessoas é a imediata ameaça a integridade da pessoa como indivíduo. Quando se chega ao ponto extremo do “ou eu ou ele”.

    Quantos casos vemos por aí de pessoas que são abusadas fisicamente ou psicologicamente e mesmo assim continuam complacentes em seus sentimentos pelo seu abusador? Acredito que mesmo nessas situações de abuso, o abusado ainda não se sente com sua integridade de fato em risco de perecer. (Claro que estou falando daqueles que ainda nutrem sentimentos positivos pelo abusador.)

    Arrisco também a dizer que para termos limites complacentes precisamos ter uma estrutura individual formada. Ou seja, temos que pensar em termos de “eu”. E para muitas pessoas é bem difícil pensar em “eu” em vez de “nós”.

    Para alguns, só em situações extremas, quando se percebem indivíduos, sozinhos, que não estão grudados siamesamente no outro é que se dão conta que existe o “eu”.

    “Eu não quero morrer.”

    “Eu não quero me anular.”

    “Eu gosto disso.”

    E finalmente chegar ao: “eu não gosto disso”.

    Conhecer-se é saber seus próprios limites de complacência para não se colocar em situações que se vai sofrer rupturas internas, sempre traumáticas e dolorosas. No entanto, uma das formas de conhecer esses limites é ultrapassando-os pois nem sabíamos que eles estavam lá. Daí, é aprender que eles existem e que uma hora se arrebentam. E tentar não se ferir de novo.

    Você sabe até onde você vai por amor?



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    Filed under: Comentando Comentários, Dúvidas | 01/25/2009 (1:27 pm) |

    “OLá. Bem, eu estou a começar a gostar de uma pessoa de quem me aproximei,por iniciativa minha,há uns meses.Ele não estava muito receptivo aos encontros e até falhou umas vezes.Agora já se tem revelado meu amigo,mas às vezes parece-me que não passa daí.Eu estou com uns problemas para resolver(não tem naad a ver com relacionemento.É familia e trabalho) e disse-lhe que quando tudo passar então combinamos uma saída com mais calma.E ele perguntou-me se eu acho que quando duas pesoas estão em baixo podem formar uma boa companhia.Bem, não sei…sou eu que o contacto mais vezes do que ele a mim,mas responde-me sempre e até me tem ajudado directamente nesta fase da minha vida.Acham que estou no caminho certo? Não o quero pressionar,mas quero-o…para já conhecê-lo melhor com tranquilidade.Sinceramente não penso só em amizade com ele.Estou sozinha há dois anos, sem nada nem ninguém.E considero-me (eles também) uma mulher interessante e gira.O que em dizem???”

    “Olá.Estou a começar a gostar de uma pessoa da minha idade.Ele às vezes…bem…parece que me vê só como amiga.Aproximei-me dele há uns meses.No início ele não vinha aos encontros.Eu continuei a contactá-lo porque interessa-me bastante.Agora já vem ao meu encontro,mas nunca aconteceu nada.Ele está com problemas e eu também(família e trabalho),mas quando eu o contacto ele responde logo e mostra-se receptivo.Não o quero pressionar,entendem? Mas quero conhecê-lo melhor e não penso só em amizade.Estou sozinha há dois anos, sem nada nem ninguém.Os homens acham-me gira e interessante.O Miguel já me disse que não anda bem.E perguntou-me se duas pessoas em baixo poderão formar uma boa situação/companhia amizade(subentendi eu).Agora não sei muito bem o que fazer, se terei chances, se devo ir atrás…aceito dicas,por favor.”

    Pessoas se aproximam quando tem algo em comum. No caso, entendo que a coisa em comum são que ambos estão passando por problemas.

    Enfrentar problemas juntos, ajudar um amigo em dificuldades pode fortalecer a amizade. Veja bem, amizade. Mas um relacionamento amoroso não deve ser baseado apenas em enfrentar problemas.

    Pelo contrário, relacionamentos amorosos muitas vezes não resistem a problemas por muito tempo. O casal se desgasta enfrentando apenas problemas sem ter uma contrapartida agradável.

    Pelo que estou entendendo, vocês estão se tornando amigos. 

    Mesmo amigos não aguentam tudo. Ou seja, só queixas, só problemas, só tristezas. É ótimo ter um amigo para desabafar, para se contar, para ter apoio, mas a amizade deve ter mais que isso também, assim como o relacionamento amoroso, deve ter a parte boa: diversão, relaxamento, riso, descontração.

    Eu acho que vocês deveriam levar adiante essa amizade. Ambos estão precisando. Mas uma amizade que os faça esquecer também dos problemas. Passear, jogar conversa fora, se distrair, dar risada… Diversão.

    Essa postura os ajuda a sair “da baixa”. E a companhia um do outro será associada com algo bom, em vez de associar com “aquela pessoa que tem problemas também”. Um quererá a companhia do outro porque o outro o fará se sentir melhor, não pior. Não para reforçar ficar na baixa.

    E como já escrevi em outra ocasião, uma boa amizade muitas vezes é a base para muitos relacionamentos amorosos. Mas o importante é se ter uma base boa, saudável, não baseada em sofrimento.

    (Ninguém gosta de quem só fica reclamando.)

    Boa sorte e espero que seus problemas acabem logo!



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    Filed under: Comentando Comentários, Dúvidas | 01/05/2009 (7:07 pm) |

    “sou homosexual tenho 31 anos e estou gostando de um hetero que tem 32 casado ha 14 e tem um filho de 12 anos nao sei o que fazer pois ele me da todas as dicas de que quer algo ate pq o casamento pelo que eu ja soube nao anda bem,. o que faço me ajude pois estou ficando louco com esta situacao
    obrigado”

    Ai, ai, ai…

    Que situação!

    Pelo jeito seu objeto de desejo é bem complicado, não é?

    Mas o negócio aqui é resolver sua situação. E para isso, você precisa tirar suas dúvidas e ver qual é a realidade da história toda para não ficar caraminholando com coisas e sonhos inúteis, nem se desgastando.

    O homem dá sinais que quer algo? Então vocês tem contato um com o outro. Assim, nada melhor do que uma boa conversa para colocar os pingos nos “i”s.

    Fale com ele na boa: o que você quer? Qual a sua? Vamos ou não?

    Então terá sua resposta que pode ser positiva ou negativa. No entanto, não perderá tempo, nem será fantasia de ninguém que só quer enrolar.

    Boa sorte!



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    Filed under: Artigos, Comentando Comentários | 01/05/2009 (12:16 pm) |

    “Acho q tô meio louca, namorei durante 10 meses, terminamos meio sem motivos, acho q foi a distância (ele morava numa cidade e eu em outra)mas eu ainda o amava muito, pelo menos pensava q sim…sofri, chorei, fiquei triste e nada mudava, então resolvi, viver a vida, e depois de uns dias saindo e tal, conheci uma pessoa, q percebi o interesse logo de cara, naquela mesma noite saímos (nos conhecemos à tarde) e no fim da noite acabamos indo pra cama, nem foi muito bom, aí ele disse q me ligava, no segundo dia ele ligou chamou pra ir na casa do irmão dele, lá ficamos juntos novamente (foi bem melhor) depois fomos a lanchonete com outros amigos e, aí vem o caso depois desse dia ele não ligou mais, ele parecia interessado, me tratava pra outras pessoas como se fôssemos íntimos, entrei em desepero, mas fiz o possível para não ligar, mandei duas mensagens no celular q não obtive resposta, numa terceira ele ligou pergutando sobre a mensagem e disse q no outro dia ligava pra sairmos e nada, oq faço? acho q estou apaixonada, não quero me desperar mas penso muito nele, será q ainda temos chances, me dê uma luz…”

    A maioria das pessoas acredita que para curar um amor antigo nada melhor que um amor novo.

    E geralmente é isso que acontece: a gente desmancha um relacionamento e logo em seguida se vê apaixonada por outra pessoa às vezes dias após.

    Essa paixonite é o famoso Relacionamento Rebote.

    Muito comum.

    O processo depois de uma separação envolve um período de luto, de avaliação de nós mesmos para descobrirmos onde erramos e como podemos melhorar. Envolve um processo de crescimento interno como indivíduo. Ou pelo menos, deveria envolver e deveríamos nos aprimorar como pessoas para nossos próximos relacionamentos.

    Com o Relacionamento Rebote, a gente pula todas as etapas de auto-conscientização e a avaliação e se agarra no próximo objeto de desejo automaticamente numa tentativa de evitar olhar para nós mesmos. Claro que o relacionamento rebote geralmente não dá certo porque é totalmente fora da realidade: a gente vai com as idéias do relacionamento antigo projetando tudo na pessoa nova e esperando comportamentos antigos numa pessoa que está chegando agora e que absolutamente não tem o mesmo envolvimento emocional que nós.

    O mais sensato a fazer é reconhecer que o relacionamento que se teve foi um Relacionamento Rebote típico e não esperar nada dele.

    No caso da moça que escreveu acima, ela não deve procurar o rapaz. É a vez dele de procurá-la. E sim, entender que está numa situação fragilizada propícia para os Rebotes e tomar cuidados para não se magoar mais.

    O bom é que quando temos consciência de nossa situação, ou seja, que estamos no Rebote, podemos lidar melhor com isso tudo.



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