Quando o Machão fala Eu Te Amo
No meio da transa, ele solta sem querer um “eu te amo”.
- O que você falou?
- Nada, nada.
E continua te comendo…
No meio da transa, ele solta sem querer um “eu te amo”.
- O que você falou?
- Nada, nada.
E continua te comendo…
Confesso: eu odeio discutir a relação.
Eu gosto é de transar.
Trepar.
Se o casal está com muita necessidade de discutir a relação é porque provavelmente está faltando sexo.
E sexo a gente não fica falando. Vai e faz.
Simples.
Não compliquem, por favor.
Nem sei quantas vezes eu desejei que meu ex-marido tivesse “tomado uma atitude de homem”.
Mas afinal, o que será que era a tal atitude que eu queria tanto e nunca veio?
Posso falar por mim.
Quando eu desejava “uma atitude de homem”, eu queria uma demonstração acima de qualquer dúvida dos sentimentos dele por mim.
Queria algo extraordinário. Algo que fugisse do dia a dia e do comum.
Um arroubo romântico, um gesto apaixonado, um sacrifício.
Algo que me surpreendesse e me deixasse segura de ser amada e desejada. Principalmente desejada.
“Eu te amo e farei o que for preciso para ficar com você.”
Acho que mulheres tem essa necessidade de vez em quando.
O que define um relacionamento como bom?
Eu acredito que é quando as pessoas envolvidas se sentem bem uma com a outra. Elas apresentam uma melhora da qualidade de vida juntas do que sozinhas, e os outros aspectos de suas vidas também são aprimorados.
Ficar junto passa a ser algo leve, sem pressão, sem stress.
As atividades do dia a dia vem e vão com tranquilidade e aconchego.
Carinhos são trocados espontaneamente.
Amar o outro é algo natural e não envolve sofrimento.
A energia sexual é vivenciada e expressa sem impedimentos com prazer. Sem tensão. Só tesão.
Um relacionamento bom para mim é algo leve e gostoso como um abraço quente e macio. Um beijo molhado apaixonado. Ficar de mãos dadas vendo TV. Gozar juntinhos numa cama macia.
E sorrir um para o outro.
- Sabe quando você acha que você combina com uma coisa e daí vai fazer e no meio da coisa você vê que aquilo não tem nada a ver com você?
-Sei.
-Chato, né?
“Eu tinha 17 anos e estava com minha motinho embaixo da Amaral Gurgel quando um Passat com duas moças parou do meu lado. Tinha uma lindinha e uma gorda. Eu fiquei super a fim da linda e resolvi ir com elas.
A bonita foi uma merda na cama. Mas a gorda… Nossa! Foi demais! Eu achei tão estranho porque a gorda era gorda mesmo. Tipo o Chicão. Gorda. Mas era boa. E a bonita era ruim.
Pensando bem, eu fui bem facinho com elas.
Nunca mais tive vontade de ir para a cama com duas mulheres.”
“Eu não conseguia ver Scrubs porque cada vez que aparecia o irmão do JD na série eu ficava mal.
Teve uma época que eu estava muito mal com meu marido e minha médica me mandou sair de casa, ficar uns tempos fora, longe dele.
Eu fui para um spa.
Lá eu conheci um homem que ficou meu amigo e a gente ficava falando mal do meu marido. E o apelido dele tinha a ver com uma série de televisão que o ator que faz o irmão do JD fazia na época.
E isso ficou marcado em mim.
Cada vez que eu via o tal ator eu lembrava de tudo de ruim.
Ontem eu vi Scrubs porque não tinha mais nada para ver na televisão e o irmão do JD apareceu e eu não me senti mal.
Pela primeira vez em anos.
E vi que o divórcio foi a melhor coisa que eu podia ter feito para mim.
A ausência de coisas ruins é a melhor sensação do mundo.”
“Para mim, carência não se resolve com flores ou cinema.
E sim, com uma pegada daquelas e um beijão na boca para começar…”