A Diferença Entre o Babaca, o Filho da Puta e o Bandido
O Babaca é mais sensível que você.
O Filho da Puta não é nada sensível.
E o Bandido tenta te estuprar.
O Babaca é mais sensível que você.
O Filho da Puta não é nada sensível.
E o Bandido tenta te estuprar.
Você sabe que não sente mais nada pela pessoa quando toma conhecimento que ela já está com outra companhia e você não sente ciúmes. Quer mais que o outro nunca mais apareça na sua frente e siga seu caminho.
Porém, se você está solitário e triste e fica sabendo que seu ex já está todo feliz e pimpão, não dá para passar em brancas nuvens. O que se sente não é ciúmes, é raiva mesmo. Uma sensação de injustiça.
Por que eu, ó universo malvado?
Normal sentir isso. Bem normal.
Quem já se sentiu assim põe o dedo aqui.
Como será na cama alguém que se propõe a escrever sobre sexo, amor e relacionamentos?
Como será a libido de alguém que se intitula A Poderosa Afrodite?
A verdade verdadeira ninguém sabe ou saberá.
Porém, os pré-conceitos de cada um constroem na imaginação uma autora diferente.
Para uns, ela é a puta.
Para outros, ela é a deusa inatingível.
Outros então a vêem como a esposa perfeita.
Alguns a acham sábia.
Têm os que a consideram mãe.
Ou então uma mulher normal.
Mas lembrem-se: está tudo na imaginação.
- O que aconteceu com você ontem?
- Eu fiquei com uma dor de estômago horrível. Ele queimava tanto. Não conseguia tomar nem água. Mas é gastrite nervosa. O médico já tinha dito isso para mim. Eu passei um nervoso no domingo. Foi uma coisa horrível.
O R. estava em casa e combinou com uns amigos que ia ver uma coisa do carro e desceu para a padaria lá pelas três da tarde e disse que ia voltar às cinco.
Chegou às oito meia cheirando a bebida.
Ele tinha enchido a cara de cerveja. Ele gosta. Daí eu perguntei o que tinha acontecido e ele começou a me ofender.
Eu nunca tinha visto ele daquele jeito.
Então eu vi que não era só cerveja.
Ele começou a falar que eu era biscate, que eu era da mesma laia que minha irmã. Falava um monte de coisas. Eu respondia para ele porque eu estava muito brava.
Teve uma hora, que ele me empurrou para cima da cama.
Eu comecei a rir.
“O que você está fazendo? Eu perguntei”
Ele me empurrou de novo.
Eu fiquei furiosa e comecei a gritar como ele queria me agredir dentro da minha própria casa? Mandei ele embora e ele dizia que eu teria que chamar a polícia para tirar ele de lá.
Ele falou que queria me arrebentar inteira.
Eu estava vendo que ele estava drogado.
Achei melhor não falar mais nada.
Minha filha apareceu com os gritos e tentou falar com ele. Ele mandou ela embora.
Ele gritava e me xingava. Teve uma hora que ele foi embora dizendo que eu ia ver. Que isso não ia ficar assim.
Sabe, eu nunca vi ele desse jeito.
Eu sabia que ele fumava maconha. Mas maconha com cerveja faz isso?
…
- Nunca mais quero ver ele de novo. Eu sei que um dia ele vai me procurar e pedir desculpas por tudo. Mas não dá. Que decepção. Fazia tanto tempo que eu não deixava ninguém entrar na minha vida e agora me acontece isso. Que merda.
- Como você está linda, querida!
Uma frase tão simples pode fazer uma diferença tão grande…
O que custa elogiar?
Tem gente que não elogia nem que sua vida dependesse disso. Prefere morrer a dizer uma palavra agradável para outra pessoa.
Mesmo que seja para falar o óbvio: que alguém legal é legal, ou que algo bom é bom, ou que alguém bonito é bonito. É importante ter feedback positivo dos outros. Principalmente de quem a gente gosta e por conseguinte valorizamos mais a opinião.
Haja auto-estima para se viver num mundo sem elogios!
Eu não sei fazer joguinhos.
E no fundo, acho que nem quero aprender a fazer.
Eu sorrio quando estou feliz. Eu fecho a cara se algo não me agrada. Eu falo que gosto se eu gosto. E se não tenho algo bom para falar, evito de abrir a boca a não ser que me perguntem ou que eu não aguente e acabe falando.
Eu acho a vida tão curta para desperdiçar em desvios e curvas e lombadas que eu prefiro ir em frente naturalmente.
Quem entender isso, muito que bem. Quem não entender, que pena.
“Aqui dá muito estrangeiro “working class” que vem pra cá com euros e se casa com uma nativa.
Para elas, eles são príncipes. Mas eles não tem cultura nenhuma…”
“Tive ciência que um cara que conheço ainda é separado judicialmente. Depois de mais de vinte e cinco anos, ele ainda não se divorciou.
Covarde.”
Então ele me chamou de imatura em relacionamentos.
Ficar casada por 23 anos, no total 25 anos com a mesma pessoa. Enfrentar duas vezes terapia de casal. Enfrentar todos os problemas que um casal tem de frente. Separar e voltar, Tentar e conversar. Acompanhar o marido na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza. Ter a decência de terminar o casamento quando não dava mais em vez de sacanear. Enfrentar tudo de frente, todos os desafios, os medos e o desconhecido.
E eu sou imatura.
Tá.
Fugir no primeiro problema.
Isso não é ser imaturo.
Entendi.