Poderosa Afrodite

Não Sei Porque…

Filed under: Histórias | 08/28/2008 (8:15 pm) |

Era uma vez uma mocinha muito bonita que foi convidada para ir ao cinema com um rapaz muito simpático e culto.

Ele era mais velho que ela pois já estava na faculdade enquanto ela ainda estava no cursinho.

Eles foram ao cinema com mais um casal de amigos dele ver um filme de arte alemão.

Nossa heroína dessa historinha dormiu no filme.

Quando o filme acabou, ele perguntou o que ela achou do filme.

Ela falou: olha, eu dormi porque o filme foi superchato.

Eles nunca mais se viram.

E assim se corta o mal pela raiz.



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    Filed under: Histórias | 08/07/2008 (4:32 pm) |

    Há muitos e muitos anos atrás eu estava fazendo um curso e fiquei interessado num colega de classe. Eu era casada e nunca tinha tomado nenhuma atitude em relação a outro homem, muito menos durante os anos do curso.

    Um belo dia cheguei nesse colega e o convidei para almoçar. Ele aceitou e durante o almoço eu, direta que sou, falei que estava interessada nele e queria ir para outro lugar.

    Ele olhou bem para mim.

    Pensou, pensou.

    E por fim falou: olha, está claro que você está com problemas com seu marido. Eu acho melhor você ir resolver as coisas com ele primeiro.

    Impressionante! Tomei um toco daqueles.

    Mas minha reação foi de responder: sabe que você tem razão! Vou falar com ele ainda hoje.

    Quando cheguei em casa eu chamei meu marido para conversar e falei que nosso casamento tinha acabado. Ali, naquela hora. Falei que eu tinha convidado outro homem para ir num motel comigo e se eu tinha feito isso era porque eu não estava feliz no casamento. Então, o casamento como conhecíamos tinha acabado alí.

    Falei também que eu ainda amava meu marido e que se ele queria tentar consertar as coisas comigo poderíamos fazer terapia de casal, mas ele teria de ir embora.

    Nos separamos aquele dia.

    Ficamos ao todo onze meses separados e no começo apenas nos víamos nas sessões de terapia. Depois, começamos a namorar tudo de novo.

    No final dos onze meses ele ficava mais na minha casa que na dele e não víamos necessidade de manter duas casas e ele voltou.

    Um ano depois, o casamento estava como antes. Parecia que nada tinha acontecido.



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    Filed under: Histórias | 06/28/2008 (9:01 pm) |

    Quando eu tinha 15 anos eu fiquei apaixonada por um menino lindo que parecia o Mel Gibson em Mad Max, o Um, quando ele era mocinho e ainda não era um babaca religioso.

    Ele morava na represa, lá longe da minha casa, e tinha uma praia particular. Era velejador. 

    Ele também tinha 15 anos.

    E o pai dele era contra nosso namoro.

    O pai dele era doido e não deixava o menino sair de casa. Uma loucura. Quando tinha festinha ele quase não aparecia.

    E eu ficava chupando o dedo.

    Eu queria beijar, abraçar, malhar e fazer as coisas que a gente fazia na época.

    Mas meu namorado nunca estava e a gente acabava namorando pelo telefone.

    Horas e horas pelo telefone.

    Amor impossível, sabe? Bem romântico.

    Mas o melhor amigo dele era lindo também. E ao contrário dele, ele sempre estava presente.

    E me tentava…

    Um dia, eu resolvi não resistir. E fui velejar com o melhor amigo dele para detrás da ilha na represa.

    Claro que o melhor amigo dele contou para meu namorado e ele terminou comigo na hora.

    Eu não era boba.

    A surpresa foi quando ele me chamou um tempo depois para ir ao cinema.

    Eu fui crente que ele queria voltar. Afinal, para quê ele estava me chamando.

    Fomos ao cinema e nada aconteceu.

    Vimos o filme e nada.

    Pegamos o ônibus de volta e nada.

    Ele não abria a boca.

    Quando chegou a hora de eu descer no meu ponto eu virei para ele e perguntei por que ele tinha me chamado para ir ao cinema afinal.

    Ele apenas sorriu.

    Eu dei então uma bolsada na cabeça dele.

    Na escada do ônibus.

    E eu sempre usei daquelas bolsas grandes cheia de coisas dentro.

    O ônibus inteiro entendeu o que estava acontecendo e riu.

    Eu não achei a mínima graça. Nem ele.

    Já com dezoito anos ele voltou a me procurar.

    Eu estava namorando com outro mas mesmo assim eu fui me encontrar com ele.

    Fomos num bar e tomamos um porre de Gin Tônica.

    Rimos de tudo e nem trocamos um beijo.

    Ele me deixou em casa e nunca mais o vi.

    Eu subi a escada de casa de quatro e minha mãe segurava um balde enquanto eu vomitava no caminho.

    Nunca mais tomei Gin Tônica.



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    Filed under: Histórias | 06/18/2008 (4:16 pm) |

    “Então a Fulana está grávida. Só está com o carinha há 3 meses e já engravidou! Ela ficou supernervosa e quis desmanchar. Ele passou mal e foi parar no hospital. Imagina, no hospital! Pensa se ele soubesse que ela está grávida. Ele teve um casamento horrível. Já está com uns 40 anos e se apaixonou por ela. Ela acabou de se separar. Ela pensa em tirar. Não sei o que decidiu, faz uma semana que não falo com ela. O mais novo dela tem quase 10 anos. Isso quer dizer que o ex-marido não comparecia, né? Porque ela em 3 meses já engravidou…”



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    Filed under: Histórias | 06/16/2008 (2:31 pm) |

    “A gente estava na Padaria tomando uma cervejinha. A gente nunca sai. Quando sai acontece essa confusão. Daí essa S. idiota, não posso nem lembrar o nome dessa idiota, ela veio até a moto do lado da gente e gritou: “Olha lá, V. o Fulano tá aqui! Você não queria falar com ele?” E foi embora. As outras ficaram na outra mesa olhando pra gente e rindo. Eu fiquei com raiva e com vergonha. Perguntei pra ele o que era aquilo e ele não falou nada. Ficou mudo. Eu levantei e fui embora. Fui pra casa e ele foi atrás. Em casa eu pedi explicação e falei para ele me tirar as dúvidas que ficaram. Ele disse que na terça-feira ele ia falar com a V. na loja dela. Ele falou que eu estou imaginando coisas e colocando coisas na cabeça onde não existe. Que eu estou imaginando. Eu falei para ele: você vai conversar com ela antes para combinar toda a história para eu depois ir lá como uma boba? Ele falou que não, que vai conversar junto comigo. Mas se ele não tirar essa dúvida da minha cabeça eu não quero mais ficar junto com ele. Eu não quero fazer papel de boba.”



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    Filed under: Histórias | 06/15/2008 (5:30 pm) |

    “Amanhã faz 5 anos que eu me separei. Que eu peguei aquele filhodaputa no meu escritório com aquela gorda. Os dois pelados, cheirados, tomando cerveja. Eu dei um grito: AAAIIIIIIIII!!!!! De doer os tímpanos. Falei para ela, porque eu conhecia a fulana: veste sua roupa rapidinho e dá o fora. Meu negócio não é com você. Meu negócio é com esse cafajeste. E dei uma chavada na testa dele. Parecia Carrie , A Estranha com o sangue escorrendo. Ele acabou com a minha vida. Perdeu tudo que a gente tinha. Minha casa que eu adorava ele trocou por um papel e perdeu. Duzentos e cinquenta mil dólares na mão de alguém competente a pessoa faz dobrar. Mas na mão dele, ele perdeu tudo. A gente ficou sem falar por uns seis meses. Mas ele começou a me ligar todos os dias. Os dias que eu não atendia ele ficava no portão aqui de casa até eu atender. Então eu falava com ele. No dia que eu estava de boa, eu tratava como amigo. No dia que estava de  mau humor eu xingava e virava uma bruxa. Ele falava: é melhor eu ligar amanhã. Ele vinha aqui em casa ver os cachorros, dizia que tinha saudades deles e eu ficava com pena. Meu pai fala que depois que ele morrer eu volto para ele. Não volto nem morta. Eu não tenho vontade de dar um beijo nele. Mas eu não tive nenhum namorado nesses 5 anos. Agora ele extrapolou. Não quero mais saber dele. Você soube o que ele me fez? Eu tinha combinado que ele vinha levar o nosso cachorro morto comigo para o cemitério às onze horas. Ele não apareceu. Ficou cheirando até às seis da manhã em algum lugar e não veio. Me deixou sozinha com o corpo do nosso cachorro morto aqui em casa. Eu tive que chamar dois caras que estavam correndo na praça para me ajudarem a por no carro porque o cachorro era pesado. Isso foi o fim. Foi o pior que ele já me fez. Agora eu nunca mais vou falar com ele. Quando eu ver que é ele no telefone eu não vou atender. Pode escrever isso. Conta tudinho para as pessoas lerem.”



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    Filed under: Histórias | 03/06/2008 (3:16 pm) |

    Eu convidei alguns blogueiros para participar com uma história aqui no Poderosa Afrodite. O Enio do Reflexões e Perda de Tempo mandou a dele e aqui está. Muito obrigada!

    “Luís conheceu Maria de uma maneira bem casual. Estava em um restaurante, ela fez um comentário a respeito de um artigo no jornal que ele estava lendo. O comentário gerou uma resposta, e outra, e uma pequena conversa, cada um em sua mesa. Mesas próximas.

    Ao final do almoço, uma troca de cartões, formal, quase mecânica. Nos cartões, celulares e e-mail. Maria arriscou-se a mandar-lhe um e-mail, sem compromisso algum, uma piada ou coisa parecida. Esse e-mail iniciou uma troca de e-mails, a princípio sem compromisso algum, depois um pouco mais pessoais. Daí para pequenas confidências, foi um passo.

    Quando perceberam, estavam apaixonados. Quando perceberam, estavam se encontrando. E não podiam mais viver um sem o outro.

    Daí ao final do namoro de Luís, foi apenas um passo. Não sem alguma dificuldade, claro. Alguns meses depois, Maria mudou-se para a casa de Luís.

    Se este fosse um conto de fadas, os dois viveriam felizes para sempre. Como é um conto de realidade, eles viveram felizes, mas a cada dia fazendo de tudo para conquistar um ao outro como se fosse o primeiro dia. Pois sabiam que o amor e o romance são coisas que devem ser cultivadas a cada dia. Nunca se pode considerar que o parceiro está conquistado definitivamente, nada é definitivo.”

    “Carlos é casado, mas adorava freqüentar salas de bate-papo, onde praticava sexo virtual com outras pessoas. Não que não tenha uma vida sexual ativa, mas sempre achou que as salas de bate-papo davam um tempero extra para sua relação, pois ali poderia inventar fantasias que nunca teve a coragem de dizer a Dora, sua esposa.

    Dora, entretanto, não é alguém que se possa chamar de tola. Logo percebeu a diferença no comportamento dele. Com um pouco de cuidado, não lhe foi difícil descobrir as salas de bate-papo mais freqüentes. Passou a entrar nas mesmas salas, em horários que sabia que ele estava. Em pouco tempo descobriu o nick que ele sempre usava, e começou a teclar com ele. Dava asas às mais loucas fantasias que ele começava, para ver até onde ele podia ir.

    Até o dia que Dora resolveu agir. À noite, na intimidade do casal, começou a realizar, de verdade, uma das muitas fantasias. Carlos estranhou, assustou-se, até. Jamais vira a esposa agir daquela forma, tão pouco convencional. Perguntou-lhe onde ela aprendeu aquilo, ela foi evasiva, ainda não sabia se algum dia diria a ele que sabia de tudo ou não.

    Não teve tempo para tomar tal decisão. Carlos cismou que ela o estava traindo, o relacionamento deteriorou-se rapidamente. No dia que ela decidiu, finalmente, contar-lhe que ela era a “SedutoraNegra” com quem ele tanto conversava nos bate-papos, ele a acusou de falta de confiança. Ela revidou as acusações. Terminaram por se separar.”

    “Lúcia e Alexandre se conheceram na faculdade. Namoraram e logo casaram-se. O relacionamento  parecia perfeito a todos que o vissem, um verdadeiro conto de fadas. Após o casamento, Lúcia procurou trabalhar em um emprego de tempo parcial, para que tivesse mais tempo a dedicar-se ao Alexandre. Depois que vieram os filhos, deixou de vez o emprego, para dedicar-se totalmente à família.

    Nunca deixou que nada faltasse a Alexandre. Nunca deixou de atendê-lo nos menores desejos e caprichos. No dia em que Alexandre concluiu que se sentia sufocado e disse que queria mais espaço no relacionamento, Lúcia entrou em parafuso. Seu mundo desabou, sua vida perdeu o sentido. Passava os dias a questionar-se, procurar o que havia deixado de fazer para que a vida de Alexandre fosse perfeita, não conseguia descobrir onde errara. Chegou ao ponto de tornar-se praticamente um vegetal, movida à base de tranqüilizantes e antidepressivos.” Todos estes contos tratam de relacionamentos. Não são contos de fadas. São, ou poderiam ser, histórias reais. Podem acontecer com qualquer pessoa. A minha pretensão, aqui, é dar uma lição de moral a partir desses textos.

    Todo relacionamento, para ser duradouro, necessita de alguns ingredientes. Confiança mútua é fundamental. Todo mundo busca “uma pessoa sincera”, mas está realmente, por sua vez, disposto a ser absolutamente sincero, também? O diálogo é importante. Se você realmente ama a pessoa que está com você, não tenha medo de expressar-se. Não tenha medo de dizer-lhe seus desejos, fantasias, vontades. Na pior das hipóteses, descobrirão que são menos compatíveis do que imaginavam, e terminarão o relacionamento sem estragar uma amizade. Além disto, o diálogo sincero fortalece a ambos, evita que um dos dois se anule, que um dos dois se sinta sufocado. E evita muitas, muitas mesmo, surpresas desagradáveis.Finalmente, o primeiro conto. Ele dá uma chave importante para o bom relacionamento. Jamais considere que, porque a pessoa está ao seu lado, ou porque existe uma certidão de casamento, que o relacionamento será eterno. Jamais considere sua situação estável ou segura. Ao contrário, cative a pessoa amada todos os dias. Faça de cada dia uma nova conquista, uma nova descoberta. Transforme cada dia em uma nova paixão, pela mesma pessoa. E construa seu relacionamento assim, um dia de cada vez. Felicidades.



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    Filed under: Histórias | 03/01/2008 (5:32 pm) |

    “… Então eu estava por cima dele e a gente estava se beijando quando ele falou: vamos morar juntos? E eu respondi: você está me pedindo em casamento? Daí ele me olhou e disse com cara bem de surpresa: então estou, ué! E a gente ficou noivo assim, depois de menos de dois meses de namoro…”

    Conte Para Nós Sua História.



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