Poderosa Afrodite

Não Está A Fim, Entendeu?

Filed under: Histórias | 07/24/2009 (10:28 pm) |

Acabei de ver um filme bem bonitinho chamado He’s Just Not Into You ou, “ele não está tão a fim de você”.

O filme é um romance com mocinhos e mocinhas que ficam juntos, se separam e ficam juntos no final. Uma gracinha, bonitinho, levinho.

Mas a mensagem real do filme é séria e não tem nada de engraçada ou de bonitinha. Pelo contrário, vai cutucar o ponto mais frágil de cada um de nós: ser rejeitado por alguém que a gente gosta.

A mensagem correta do filme é: se ele gosta de você, se ele está a fim de você, ele vai fazer o que for, o que precisar para ficar com você.

Se por acaso ele não está com você, é porque ele não está a fim de você. E ponto.

Claro que isso vale para os dois sexos: quem gosta de verdade faz o possível para ficar junto. Se não fizer, der desculpas, enrolar, sumir, não telefonar, complicar as coisas, é que não está a fim. Simples assim.

Isso responde inúmeras dúvidas que eu recebo de leitores e leitoras sobre pessoas que “enrolam” para ter um relacionamento de verdade. Se não estão tendo um relacionamento de fato, é porque não estão a fim.

Eu acredito em amor de verdade e não me satisfaço com imitações de relacionamentos. Prefiro ficar só. É mais digno para mim.

Sugiro para quem está nessa situação analisar friamente: a pessoa está realmente a fim de mim?



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    Filed under: Dúvidas,Histórias | 02/02/2009 (9:19 pm) |

    Dra Liliana,
     
    Tenho lido o Blog “A Poderosa Afrodite” e me encanta o seu posicionamento, sempre sereno e equilibrado, sobre os problemas sentimentais das pessoas que escrevem em busca de conselhos….
    Resolvi, então, compartilhar um pouco dos meus “grilos” atuais. Nem sei se é esse o endereço eletrônico, mas resolvi arriscar….Se não for, pelo menos o ato de escrever sobre o que se passa comigo traz um certo alívio. Eu estou prestes a fazer 43 anos, tive alguns relacionamentos homossexuais e fazia uns 5 anos que estava só. Sozinho e feliz. De repente me aparece uma pessoa, no alto de seus quase 30 anos, um quase doutor em ciências biológicas, que me cativou de maneira fulminante. Ele me cooptou, me trouxe para junto dele e de sua família (fui apresentado como um grande amigo!!!). Mas, por questões familiares e religiosas, sempre me manteve como um amor amigo. Dizia que eu estava muito presente na sua vida mas não podia assumir um relacionamento. Não houve contato físico algum, a não ser fortes abraços – como convém as grandes amizades. Tentei fazer com que ele refletisse sobre a possibilidade de estar comigo sem ter que fazer, necessariamente, uma escolha. Ou seja, para ficar comigo não precisasse abrir mão da família ou religião. Nada feito. Sugeri que ele procurasse terapia. Nada feito. Cansei de ser coadjuvante no seu espetáculo. Pedi que ele se afastasse de mim. Fui muito duro. Ele obedeceu. Manteve-se distante por um mês. Mas ele voltou. Com saudades. A esperança renasceu. Pura ilusão. Nada mudou. Pedi, de novo, para ele partir. Novo mês se passou. Estou aqui, ferido mortalmente, esperando que ele volte de novo. Mesmo sabendo que ele nada tem para me oferecer. Estranho é a paixão. Você se contenta com migalhas para se alimentar. Mas, tem momentos que me esforço muito para não esmorecer. Nessas horas surge  a esperança que tudo vai passar…Mas, em seguida, aparecem tempos de tristeza e melancolia. E enquanto escrevo, observo o tempo lá fora e, mesmo que os colegas elogiam a beleza do dia, apenas consigo enxergar a vida em preto e branco….. 
    Um forte abraço…….Agradeço a atenção dispensada………..  

    Querido M.,

    A vida é muito ingrata às vezes.
    Estamos bem no nosso canto e ela nos presenteia com uma nova perspectiva que não esperávamos.
    Uma nova variável se apresenta e se inclui num esquema que já estava bom e que de uma hora para outra deixa de ser bom.
    Essa pessoa abriu possibilidades e despertou sentimentos adormecidos em você que você nem sentia falta.
    Agora…
    A realidade é que a vida passada sem ele estava sem cor porque lhe faltava um par.
    Você achava que estava bem sozinho e viu que com alguém seria melhor.
    Eu acredito que isso é normal: todo mundo gostaria de ter um par para dividir a vida em algum momento.
    Então eu vejo que você tem duas situações para lidar: uma é que você sente falta de alguém. A outra é lidar com esta pessoa em questão. 
    São duas coisas diferentes.
    Esse moço, pelo que me contou, não está fazendo bem a você. Ele tem várias questões para resolver dele com ele e você pode fazer pouco para ajudá-lo nos problemas dele. O que você deve fazer é não se envolver e não deixar que as questões dele te magoem.
    Essa separação é dura. Você está entrando no luto. E se não está, deveria.
    O bom é que sua auto-preservação te fez se afastar dele.
    Recaídas estamos sempre sujeitos, mas fazemos o possível para não cairmos nelas.
    Em relação a outra questão, da tomada de consciência que você gostaria de ter um par, você me parece alguém bem resolvido. E merece alguém tão bem resolvido quanto.
    Resgate aquela vida boa que você já gostava antes e conheça gente legal. De cabeça boa que pense como você e que não tenha questões que para você já estão mais que acertadas, tipo religião, sexualidade. Você já passou essa fase. Está além disso.
    Como eu sempre digo, só quem tem uma vida rica, produtiva e feliz e é um indivíduo por inteiro é que está pronto para atrair e se relacionar com o outro.
    E só quando não precisamos de ninguém é que o outro aparece.
    Você teve uma tomada de consciência importante: eu sou feliz, mas com alguém é melhor. Mas você já era feliz. Lembre-se disso. 
    Fique triste apenas o tanto que tem que ficar mas fique feliz pelas possibilidades novas que essa experiência abriu para você.
    Beijos e boa sorte,
    Liliana


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    Filed under: Histórias | 10/30/2008 (3:48 pm) |

    Vamos imaginar uma situação hipotética…

    Nosso personagem poderia ser um homem ou uma mulher, tanto faz. Mas vamos imaginar um homem.

    Era uma vez um cara tranquilo que tinha uma vida legal, um emprego razoável, um mulher bacana, uma certa  rotina tranquila também. Uma vida nada de mais. Legal.

    Um dia esse cara começa a achar que sua vida está um pouco igual, um pouco sem surpresas, tudo muito parecido, muito previsível, sem emoções. Chata.

    Ele já conhece sua mulher, já está acostumado com ela. O trabalho não desafia mais. O que antes o divertia não diverte. Tudo está morno.

    Daí, um dia, ele percebe que está insatisfeito com sua vida e resolve mudar.

    Começa olhar para os lados e invariavelmente descobre uma outra mulher.

    Essa nova mulher é como um sopro de vida que chega. Um amontoado de emoções que o faz vivo de novo.

    Um segredo que o aquece, o alimenta por dentro como uma fornalha.

    Um alento de aconchego na vida árida do dia a dia.

    Ele está apaixonado! A vida volta a ser colorida.

    Enquanto isso, enquanto ele carrega esse maravilhoso segredo dentro dele, essa vida colorida e pulsante alimentada por essa nova mulher, sua outra vida outrora morna fica mais suportável. A insatisfação é camuflada pela nova paixão.

    Vejam, a insatisfação continua lá, mas a paixão chama mais a atenção dele, o distrai.

    Enquanto isso, a mulher objeto da paixão, acredita que está se relacionando com um homem por inteiro, quando na verdade está apenas se relacionando com uma parte secreta deste homem.

    E aqui temos a cilada montada.

    Ela cairá na cilada dele e continuará acreditando que ele mudará de vida, trocará a mulher dele por ela? Continuará sendo o alimento emocional dele, sendo vampirizada, sem receber a contrapartida de ter um parceiro inteiro ao seu lado?

    Ou simplesmente responderá: “você tem um problema para resolver. Quando resolver, volte a me procurar e daí vamos ver.”



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    Filed under: Histórias | 09/25/2008 (3:45 pm) |

    “Do you mind if I smoke?”

    Perguntei em inglês porque ele não entendeu nada em português. Era holandês, turista. E estava tomando café da manhã na mesma pousada que eu.

    Não demorou muito para me convidar para sentar na mesma mesa que ele e entabular conversa. Ficamos horas conversando sobre tudo.

    Ele era psicólogo mas tinha pedido demissão para seguir o sonho dele de ser piloto de jato. E antes de ir para a escola de pilotos resolveu viajar pelo Brasil fazendo kite-surf.

    Outro surfista.

    Depois de umas duas horas no maior papo, trocamos nossos MSNs e desejamos “bom dia” um para o outro e seguimos cada um para um lado.

    Naquela mesma noite, depois de um dia tenso, recebo uma chamada dele no MSN me convidando para um drink.

    “Por que não?” E fui para o bar perto da pousada ver se relaxava e jogava mais conversa fora.

    Outros amigos estavam lá e a conversa foi meio em inglês e meio em português e ele não entendeu tudo que foi falado. E eu me surpreendi que ainda tem gente de nível superior com mais de 40 anos que não sabe falar inglês.

    Mesmo boiando a maior parte do tempo, ele aguentou firme até todo mundo ir embora e só restar nós dois. E por fim ele me convidou a passear na praia ao luar.

    Sentamos junto ao mar e ele diz que queria me beijar.

    É um beijo tímido. 

    “Vou embora amanhã. Meu vôo sai às 4.”

    “Que pena que só te conheci hoje.”

    Mais beijos tímidos e sem jeito.

    “Você já tinha beijado um holandês?”

    “Não.” E dou risada com carinho.

    Éramos amigos ali. Tínhamos compartilhado nossos sonhos.

    Falei que estava cansada e tinha que acordar cedo e ele me acompanhou até a pousada.

    “Quando nos vermos de novo você será um piloto de jato.”

    “E você terá sua casa de hóspedes para me receber aqui.”

    “Good night.”



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    Filed under: Histórias | 09/17/2008 (1:32 pm) |

    Nos conhecemos por uma amigo em comum e nem liguei para ele. Nem ele ligou para mim. Passamos batido um para o outro.

    Na noite seguinte eu estava na creperia sentada sozinha numa mesa com o cabelo solto, sem óculos escuros e com um vestido longo roxo que tem uma foto no Flickr de alguém.

    Ele entrou, me cumprimentou, saiu.

    E voltou.

    E veio falar comigo um tempo depois para saber se eu era aquela que ele tinha conhecido na casa do amigo dele.

    Eu disse que era eu mesma e ele reclamou do porque que eu andava camuflada.

    Ele puxou uma cadeira e colocou o notebook em cima da mesa. No meio da creperia, Tinha ido lá para ripar uns CDs. Ficou mostrando fotos que ele tirou do lugar onde ele mora.

    Saímos de lá e fomos para a pizzaria do nosso amigo. Ele queria me levar na festa da cidade. Eu não quis. Então ele me acompanhou até minha pousada pela praia e nos despedimos com beijos no rosto.

    Na noite seguinte, eu resolvi: vou aceitar ir para a festa da cidade. E me arrumei toda. O garçon da pousada disse: como vocês está bonita! E com um sorriso fui para a pizzaria do nosso amigo esperando achá-lo lá.

    Na pizzaria ele estava numa mesa conversando com outras moças. Eu fiquei na minha e entabulei conversa com outras pessoas. Depois de um tempo ele veio até mim, com calma. E me convidou para ir para a festa de novo. Eu aceitei e fomos.

    Lá ele tentou me ensinar forró.

    E nos abraçamos juntinhos na música e foi muito bom.

    A festa acabou e ele me levou comer milho verde num carrinho de rua. Depois pegou uma cerveja e uma coca zero num bar na praia. E no meio do bar, sem mesas, nos beijamos.

    Conversamos sobre tudo: infância, gostos, esportes, relacionamentos, aspirações. De mãos dadas.

    Esta é uma obra de ficção.

    Daqui para frente, vocês podem imaginar o casal andando pela praia e tendo uma linda noite de amor.



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    Filed under: Histórias | 08/28/2008 (8:15 pm) |

    Era uma vez uma mocinha muito bonita que foi convidada para ir ao cinema com um rapaz muito simpático e culto[bb].

    Ele era mais velho que ela pois já estava na faculdade enquanto ela ainda estava no cursinho.

    Eles foram ao cinema com mais um casal de amigos dele ver um filme[bb] de arte alemão.

    Nossa heroína dessa historinha dormiu no filme.

    Quando o filme acabou, ele perguntou o que ela achou do filme.

    Ela falou: olha, eu dormi porque o filme foi superchato.

    Eles nunca mais se viram.

    E assim se corta o mal pela raiz.



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    Filed under: Histórias | 08/07/2008 (4:32 pm) |

    Há muitos e muitos anos atrás eu estava fazendo um curso e fiquei interessado num colega de classe. Eu era casada e nunca tinha tomado nenhuma atitude em relação a outro homem, muito menos durante os anos do curso.

    Um belo dia cheguei nesse colega e o convidei para almoçar. Ele aceitou e durante o almoço eu, direta que sou, falei que estava interessada nele e queria ir para outro lugar.

    Ele olhou bem para mim.

    Pensou, pensou.

    E por fim falou: olha, está claro que você está com problemas com seu marido. Eu acho melhor você ir resolver as coisas com ele primeiro.

    Impressionante! Tomei um toco daqueles.

    Mas minha reação foi de responder: sabe que você tem razão! Vou falar com ele ainda hoje.

    Quando cheguei em casa eu chamei meu marido para conversar e falei que nosso casamento tinha acabado. Ali, naquela hora. Falei que eu tinha convidado outro homem para ir num motel comigo e se eu tinha feito isso era porque eu não estava feliz no casamento. Então, o casamento como conhecíamos tinha acabado alí.

    Falei também que eu ainda amava meu marido e que se ele queria tentar consertar as coisas comigo poderíamos fazer terapia de casal, mas ele teria de ir embora.

    Nos separamos aquele dia.

    Ficamos ao todo onze meses separados e no começo apenas nos víamos nas sessões de terapia. Depois, começamos a namorar tudo de novo.

    No final dos onze meses ele ficava mais na minha casa que na dele e não víamos necessidade de manter duas casas e ele voltou.

    Um ano depois, o casamento estava como antes. Parecia que nada tinha acontecido.



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    Filed under: Histórias | 06/28/2008 (9:01 pm) |

    Quando eu tinha 15 anos eu fiquei apaixonada por um menino lindo que parecia o Mel Gibson em Mad Max, o Um, quando ele era mocinho e ainda não era um babaca religioso.

    Ele morava na represa, lá longe da minha casa, e tinha uma praia particular. Era velejador. 

    Ele também tinha 15 anos.

    E o pai dele era contra nosso namoro.

    O pai dele era doido e não deixava o menino sair de casa. Uma loucura. Quando tinha festinha ele quase não aparecia.

    E eu ficava chupando o dedo.

    Eu queria beijar, abraçar, malhar e fazer as coisas que a gente fazia na época.

    Mas meu namorado nunca estava e a gente acabava namorando pelo telefone.

    Horas e horas pelo telefone.

    Amor impossível, sabe? Bem romântico.

    Mas o melhor amigo dele era lindo também. E ao contrário dele, ele sempre estava presente.

    E me tentava…

    Um dia, eu resolvi não resistir. E fui velejar com o melhor amigo dele para detrás da ilha na represa.

    Claro que o melhor amigo dele contou para meu namorado e ele terminou comigo na hora.

    Eu não era boba.

    A surpresa foi quando ele me chamou um tempo depois para ir ao cinema.

    Eu fui crente que ele queria voltar. Afinal, para quê ele estava me chamando.

    Fomos ao cinema e nada aconteceu.

    Vimos o filme e nada.

    Pegamos o ônibus de volta e nada.

    Ele não abria a boca.

    Quando chegou a hora de eu descer no meu ponto eu virei para ele e perguntei por que ele tinha me chamado para ir ao cinema afinal.

    Ele apenas sorriu.

    Eu dei então uma bolsada na cabeça dele.

    Na escada do ônibus.

    E eu sempre usei daquelas bolsas grandes cheia de coisas dentro.

    O ônibus inteiro entendeu o que estava acontecendo e riu.

    Eu não achei a mínima graça. Nem ele.

    Já com dezoito anos ele voltou a me procurar.

    Eu estava namorando com outro mas mesmo assim eu fui me encontrar com ele.

    Fomos num bar e tomamos um porre de Gin Tônica.

    Rimos de tudo e nem trocamos um beijo.

    Ele me deixou em casa e nunca mais o vi.

    Eu subi a escada de casa de quatro e minha mãe segurava um balde enquanto eu vomitava no caminho.

    Nunca mais tomei Gin Tônica.



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    Filed under: Histórias | 06/18/2008 (4:16 pm) |

    “Então a Fulana está grávida. Só está com o carinha há 3 meses e já engravidou! Ela ficou supernervosa e quis desmanchar. Ele passou mal e foi parar no hospital. Imagina, no hospital! Pensa se ele soubesse que ela está grávida. Ele teve um casamento horrível. Já está com uns 40 anos e se apaixonou por ela. Ela acabou de se separar. Ela pensa em tirar. Não sei o que decidiu, faz uma semana que não falo com ela. O mais novo dela tem quase 10 anos. Isso quer dizer que o ex-marido não comparecia, né? Porque ela em 3 meses já engravidou…”



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    Filed under: Histórias | 06/16/2008 (2:31 pm) |

    “A gente estava na Padaria tomando uma cervejinha. A gente nunca sai. Quando sai acontece essa confusão. Daí essa S. idiota, não posso nem lembrar o nome dessa idiota, ela veio até a moto do lado da gente e gritou: “Olha lá, V. o Fulano tá aqui! Você não queria falar com ele?” E foi embora. As outras ficaram na outra mesa olhando pra gente e rindo. Eu fiquei com raiva e com vergonha. Perguntei pra ele o que era aquilo e ele não falou nada. Ficou mudo. Eu levantei e fui embora. Fui pra casa e ele foi atrás. Em casa eu pedi explicação e falei para ele me tirar as dúvidas que ficaram. Ele disse que na terça-feira ele ia falar com a V. na loja dela. Ele falou que eu estou imaginando coisas e colocando coisas na cabeça onde não existe. Que eu estou imaginando. Eu falei para ele: você vai conversar com ela antes para combinar toda a história para eu depois ir lá como uma boba? Ele falou que não, que vai conversar junto comigo. Mas se ele não tirar essa dúvida da minha cabeça eu não quero mais ficar junto com ele. Eu não quero fazer papel de boba.”



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