Poderosa Afrodite

MANUAL DO CORAÇÃO PARTIDO – CAP 14

Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:14 pm) |
  • Cada Dia É Uma Tortura – reaprender a passar o tempo, dia a dia

Você vai se surpreender como o passar do tempo é o melhor remédio para o coração partido.

Então, cabe a pessoa ferida fazer passar o tempo, dia a dia.

O bom é que o tempo vai passar independente se fizermos algo ou não. Podemos ficar imóveis e o tempo estará passando.

Todo mundo deve ter uma rotina própria para o dia, para a semana até para o mês. E essa rotina é nossa, só nossa e não envolve terceiros. Assim, cumprir os rituais da rotina nos faz focar a atenção em nós e apenas em nós, além de passar o tempo.

E agora sozinhos, temos também tempo de sobra para fazermos o que gostamos. Muitas vezes quando acompanhados deixamos de lado alguma atividade que sempre quisemos fazer por causa do outro. Pois é hora de ir atrás daquelas coisas que você sempre quis fazer e não podia.

Saber o que fazer implica em ter preferências, gostar de atividades, escolher companhias. É uma situação completamente nova pois dessa vez você terá que decidir por si só como você gosta ou não de passar seu tempo. E a única desculpa para não realizar seus desejos é você mesmo.

Quando nos vemos sozinhos de novo passamos por todo um processo de remontar uma vida. E para formularmos essa vida nova usamos o critério novo do “eu”.

Quem sou eu? Do que eu gosto? Do que eu não gosto? O que eu quero?

Estar sozinho de novo é uma oportunidade maravilhosa para melhorarmos nossa qualidade de vida a níveis que nunca imaginamos.

Ser egocêntrico e egoísta é a regra. Não é errado, é o certo a se fazer.

A busca pelo novo eu sozinho é uma das coisas mais gostosas que tem, porque se resume ao seu prazer e a tudo que te deixa feliz.

E o tempo vai passando e você vai se cercando de atividades, pessoas, coisas e pensamentos bons e prazerosos para você.

E você se pegará fazendo algo legal e vai se tocar que nem estava mais pensando “naquela pessoa”.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:13 pm) |
    • Não é Solteirice, É Viuvez.

    Após um rompimento, muita gente chama o ex ou a ex de falecido(a). O tal falecido permanece ativo na mente como um fantasma, participando dos pensamentos, sendo alvo de comparação constante, sendo referência para situações e julgamentos. Ou seja, o ex-amor não sai da cabeça. Literalmente assombra.

    O solteiro não tem essa referência funcionando dentro de si. Tudo é novidade. Não há comparação. O viúvo compara, lembra, sente saudades. Olha para o passado e contamina o presente.

    Esses pensamentos constantes sobre o defunto aparecem nas mais inusitadas horas e atrapalham demais. É como se nossa mente tivesse um espaço preenchido por outra pessoa, interferindo no raciocínio e nas experiências atuais. Tudo passa pelo filtro do outro. Tanto faz lembranças ruins ou boas, tudo que nos acontece é comparado com a época que tínhamos a pessoa ao nosso lado. O que ele falaria? Qual seria sua reação? O que ele faria nesse caso?

    Daí percebemos que nossa personalidade está intimamente ligada ao outro que nos deixou. Estamos possuídos pelo fantasma.

    Não importa que sejam lembranças boas ou ruins, e geralmente parece que nós conseguimos editar apenas para lembrar as coisas boas, o peso de carregar o outro dentro de nós nos impede de aproveitar as novas experiências.

    Então o que fazer para exorcizar essa presença?

    Reconhecer sua existência é o primeiro passo.

    Saber que está vivendo em constante comparação até que você um dia se pegue não comparando mais.

    Fazer um reality check do outro. Olhar suas memórias de forma objetiva, sabendo o que era bom e o que era ruim.

    Fazer coisas suas e apenas suas. Coisas que você gosta e se concentrar no seu momento prazeroso.

    O objetivo é retomar sua mente para você. Seus pensamentos em você.

    Nessa hora, com a mente preenchida pelo outro, nenhuma outra pessoa vai ser interessante. Então não se cobre arrumar outro amor. As pessoas dizem que o melhor remédio para um amor perdido é outro amor. Eu não concordo, porque não dá para se concentrar em outra pessoa se nossa cabeça ainda não consegue pensar nem em nós mesmos.

    Então, é normal pensar com saudades e ter o outro como referência interna por um tempo. E o segredo é tomar você agora como sua referência. Preencher sua mente com seus desejos, seus gostos, suas preferências, suas escolhas até que não sobre mais espaço para pensamentos no falecido. Até que o falecido deixe de ser falecido e vire apenas uma pessoa comum, uma parte de sua história e não um fantasma.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:11 pm) |
    • O Luto

    Negação, raiva, barganha, depressão, aceitação. Essas são as fases do luto.

    “Isso não pode estar acontecendo comigo, seu filhodaputa, eu mudo, a dor é muito grande, adeus.”

    Alguém tem dúvida que todo mundo passa por um período de luto no final de todo relacionamento?

    E cada pessoa então atravessa cada fase do luto de um jeito, demorando seu tempo próprio. Para uns dura dias, para outros, anos. Mas o que nos confunde mesmo é que vivemos estas fases todas ao mesmo tempo, tudo junto, agora. Sendo que alguma faceta se destaca das outras de acordo com nosso humor.

    O período de luto é marcado por uma confusão de sentimentos, esperanças e desesperanças. Raiva e complacência.

    Não adianta querer parar de sentir algo. Brigar com nossos sentimentos só piora o processo todo. Nos culpar por sentir também só nos deixa pior.

    Viver cada fase conforme elas se apresentam para nós as esgota enquanto sentimentos mal trabalhados. Os sentimentos aceitos e vivenciados vão sendo elaborados dentro da gente e vamos podendo nos conhecer aos senti-los. E isso vai nos dando controle sobre o que queremos, o que fazemos, como agimos e reagimos.

    Se brigamos contra os sentimentos que nos surgem, esses sentimentos passam a ter vida própria e vão nos sabotar com certeza.

    Então, se está com raiva, abrace sua raiva e lide com ela. A mesma coisa com a depressão, com a barganha e a negação.

    Porém, esses sentimentos são seus. Eles devem ser trabalhados apenas com você ou com um terapeuta ou amigo íntimo. Não com a pessoa que te abandonou. Seu ex-amor não deve mais ter acesso aos seus sentimentos. Só vai fazer mal para você ficar exposto e fragilizado assim para o outro.

    Aceitando os sentimentos, a tristeza principalmente, podemos esgotá-los logo e sermos preenchidos por sentimentos mais agradáveis mais rapidamente.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:10 pm) |
    • Os Amigos

     

    Amigo bom é aquele que fala que seu ex não prestava, que ele ou ela não te merece e que você vai encontrar alguém melhor.

    Esse é o mantra que você ouvirá dos amigos.

    Mas no começo, tudo que seus amigos falam simplesmente não combinam com o que você está sentindo porque você não sente que “o seu amor que te abandonou” não presta. Pelo contrario, você está se sentindo uma porcaria justamente porque foi abandonado. E quem o abandonou adquiriu qualidades maravilhosas só porque te largou.

    Você não sente que o outro não te merece. E sim, que você é tão ruim que é você que não merece aquele ser fantástico que te deixou sozinho.

    E muito menos passa na sua cabeça que poderá existir outra pessoa no mundo para tomar o lugar daquele  que é o “seu amor”.

    Então, os amigos falam uma vez. Falam duas vezes. Falam três vezes que o seu ex não presta, não te merece e que você vai encontrar algo melhor e você está completamente refratário a todas essas idéias que insistem em te impingir.

    Então, os amigos param de falar. Porque paciência tem limites.

    E todas as tentativas de te tirar daquele estado deplorável vão cessando, porque eles cansam de só ouvir “não”.

    Os amigos estão numa situação privilegiada porque vêem seu caso de outra perspectiva: de fora. E por mais que a gente não queria nem sinta nem concorde com eles, eles geralmente tem a capacidade de ver as coisas de forma mais clara e realista do que nós que  estamos envolvidos emocionalmente na história.

    Então, é bom ouvir os amigos e pensar que o que eles falam pode bem ser verdade:

    -       Ele ou ela não presta.

    -       Ele ou ela não te merece.

    -       E você vai arrumar alguém melhor.

    No começo essas palavras não farão sentido, mas com o tempo elas te ajudarão bastante.

    E o fato de poder aproveitar a companhia de seus amigos e usufruir das tentativas deles de te tirar do fundo do poço vão te fazer muito bem. Para que isso aconteça é só relaxar e deixar a vida te levar. Não se debata contra a correnteza que quer te afastar do relacionamento que acabou.

    Deixar-se levar pela vida com seus amigos é não ficar repetindo a mesma conversa o tempo todo. Os amigos querem te ver melhor. Se você não está bem, e não para de falar o mesmo assunto, no caso o ex-amor, gera muita frustração e chateação em quem te cerca. E isso pode afastar aqueles que querem te ver melhor porque eles podem sentir que não estão ajudando em nada, além de ficarem bem incomodados com sua chateação.

    Então, poupe um pouco seus amigos das suas horas mais sombrias.

    Saia, passeie, converse sobre qualquer coisa, e acredite quando te falam que ele ou ela não presta, ele ou ela não te merece e que você vai encontrar alguém melhor.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:08 pm) |
    • Chorando e Comendo

    Se a bebida é o amigo liquido, a comida é o amante sólido.

    Dificilmente se passa por um rompimento sem parar de comer ou comer demais. Afinal, a gente tem que preencher o vazio que ficou de alguma forma não é? E a tal da “comfort food” ou comida para se reconfortar é exatamente isso: um conforto. Vira o único prazer nas noites solitárias que antes eram preenchidas por sexo, carinho e cumplicidade.

    A comida vira o cúmplice.

    Então, soma-se  à sua auto-estima ferida com um aumento de peso que acontece indefectivelmente ao aumento de ingesta de calorias e temos uma pessoa mais triste, mais gorda e se sentindo pior ainda.

    A fase que você se sente maravilhoso, faz dieta, exercícios, compra roupas novas, vira uma pessoa muito mais atraente ainda está um pouco longe. Ela vai acontecer. Mas antes dela acontecer, tem essa fase que você se acaba de vez no fundo do poço do sorvete, do chocolate, dos salgadinhos e das coisinhas gostosas e imediatas.

    Como evitar então esse estrago?

    Tendo consciência do que estamos fazendo.

    Saiba o porquê de você querer comer aquilo naquela hora. E escolha se vai comer ou não. Saiba que a comida é para preencher o vazio. Para agradar você que se sente abandonado, indesejado, sozinho. Como ou não como? Vou me dar isso? Vou me agradar com esse sorvete? Saiba que você vai engordar comendo essas coisas e que depois vai ter que emagrecer. Está a fim de engordar e fazer o esforço de emagrecer depois quando se sentir melhor?

    Veja que não estou dizendo para deixar de se confortar com comida. A gente pode muito bem se dar o direito de comer, engordar e deixar para voltar ao nosso normal numa ocasião em que nos sentimos melhor, mais fortalecidos quando não precisamos do conforto dos alimentos.

    Mas a simples consciência de sabermos porquê estamos comendo, em quais condições essa comida está sendo ingerida já dá critério para escolhermos, colocarmos limites, enfim, nos segurarmos.

    Nutrir-se é se dar amor. E na falta do amor do amante, a tendência é nos nutrirmos, nos darmos amor ingerindo coisas gostosas. Sabendo que precisamos de nutrição, de amor, podemos achar outras formas de nos fornecer esse amor de nós para nós mesmos.



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  • MANUAL DO CORAÇÃO PARTIDO – CAP 9

    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:07 pm) |
    • Prestatenção: Eu Disse Adeus.

    Geralmente é na fase de recolhimento que a gente fica chorando, largado na cama, morrendo de saudades do outro é que vêm aquelas idéias que não deveriam sair de nossa cabeça: procurar o outro.

    Quando a gente se vê sozinho, caindo a ficha que o outro realmente partiu, o impulso é de ir atrás.

    Então, um telefonema, um email, chamar pelo MSN, a gente literalmente corre atrás daquela pessoa que falou com todas as letras que não nos queria mais.

    Não há mais amor-próprio, não há orgulho, não há nada. Estamos cegos de desespero para irmos atrás de quem não nos quer.

    E isso nos faz muito mal porque temos que ir contra todos os nossos instintos de preservação de nossa identidade. Afinal, estamos indo atrás de quem nos impingiu um sofrimento enorme. É um paradoxo.

    E quase certeza que a pessoa vai nos rechaçar. Quase certeza para certeza absoluta porque não houve tempo do outro metabolizar a separação também e o que o fez ir embora ainda está valendo.

    Então, você leva o fora duas vezes. E se sente pior ainda.

    Não procure quem te abandonou.

    O ideal é cortar relações por um bom tempo para que ambos processem tudo.

    Raramente o casal volta. E se volta, raramente dá certo da segunda vez a não ser que ambos mudem drasticamente em relação ao que eram. E para haver essas mudanças ambos precisam passar pelo processo de se reconstruir cada individualidade, sem o outro. Procurar logo em seguida só atrapalha, gera raiva, repúdio, irritação, o efeito contrario que você quer. E você se sente uma merda como pessoa.

    Resista. Concentre-se em você.

    Se um dia vocês ficarem juntos de novo, o que não é muito provável, será mais tarde, quando você for uma pessoa inteira e não cacos como agora.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:06 pm) |
    • Quero Sumir

    Falar para retomar a casa, retomar a vida é fácil. Mas na verdade o que a gente quer é deitar num canto escuro e desaparecer.

    Quer dormir e acordar como era tudo antes. Como se tivesse sido um pesadelo de mau gosto.

    Não dá vontade de ver ninguém. Falar nada. Fazer nada.

    Ficar quieto e dormir parece que é o melhor remédio porque deixa a mente trabalhando sossegada digerindo todas as informações e implicações do que aconteceu.

    É um grande sapo que se tem que engolir e o corpo como um todo tem que digerir o sapo. A gente sente a pancada emocional no físico inclusive. Por isso deitar, descansar e relaxar cai tão bem.

    Sua energia foi sugada para um buraco negro e é hora de recarregar sua bateria. Não quer sair? Não saia.

    Não se cobre fazer nada.

    Todo o seu ser está ocupado metabolizando o pé na bunda e curando o coração partido. E o doente deve ficar em repouso.

    O problema é a tênue linha que separa um recolhimento normal de uma depressão patológica, que precisa de cuidados médicos.

    A fase está demorando muito a passar? Os pensamentos estão insuportáveis? Idéias estranhas estão passando na sua cabeça? Tem dúvidas quanto ao processo ser normal ou não? Procure um médico.

    Sofrer você vai mesmo sofrer. É impossível não sofrer no fim de um relacionamento. Não tem remédio que evite isso. Mas mesmo para o sofrimento há limites. Se você acha que ultrapassou os limites suportáveis, procure ajuda.



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  • MANUAL DO CORAÇÃO PARTIDO – CAP 7

    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:05 pm) |
    • Para Onde Eu Olho Eu Lembro

    Uma alma caridosa pode te ajudar recolhendo todos os sinais da outra pessoa espalhados pela sua casa. Fotos, CDs, DVDs, presentes, enfeites, bilhetes, enfim tudo que veio do outro para você numa época de felicidade.

    Móveis que foram mudados para acomodar o outro, alterações, concessões no seu espaço em nome do outro devem ser desfeitas e o ambiente deve espelhar a realidade que agora é só você.

    O travesseiro extra na cama não tem mais razão de ser.

    Não importa se um amigo vai te ajudar a fazer a mudança no seu ambiente ou se você vai fazer sozinho. Mas o objetivo é diminuir o sofrimento dando uma folga para a memória e as lembranças.

    A gente sabe que não precisa ter  nenhum estímulo externo para se lembrar do nosso amor perdido. Isso vai ficar martelando na cabeça de qualquer jeito porque a pessoa esteve lá. E não dá para simplesmente sumir com a casa, sumir com a sua vida que você tinha para não lembrar.

    Assim, uma caixa bem grande com tudo que sobrou da pessoa dentro é o ideal. Daí, a gente esconde essa caixa num lugar bem difícil de achar como uma cápsula do tempo, para ser mexida de novo na próxima encarnação.

    Mudar de ares é bom. Viajar, dar uma folga do ambiente triste que te lembra o outro é bom. Mas saiba que mudar de casa, mudar de cidade, mudar de tudo não vai ajudar muito, porque o coração vai continuar partido e você terá que passar por todo o processo de luto não importa aonde. Acredite.

    Não jogue fora sua vida que já montou para você. Reconquiste-a de novo. Não saia fugido de casa nem da sua cidade. Retome seu espaço para você. “Esta casa é minha. Esta vida é minha. Minha e de mais ninguém e eu não preciso de mais ninguém nessa minha vida.”

    Deixe a casa a sua cara.

    Agora você vai fazer uma coisa que não fazia faz tempo: pensar só em você e no que você gosta.

    Esse processo de ir tirando os sinais do outro na sua casa pode demorar meses. Não se preocupe. Você está exatamente num processo que implica um período de tempo. Vá aos poucos. Vá se limpando do passado conforme você consegue lidar com ele porque cada vez que você for mexer com algo que reativa suas memórias virá sentimento junto. E aos poucos você perceberá que você sofrerá cada vez menos quando essas lembranças voltarem.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:04 pm) |
    • O Day After – você sozinho na sua casa

     

    Não interessa se você tomou calmantes, encheu a cara, foi para a casa de um amigo, saiu feito louco pela rua, chorou até seus olhos fecharem de tão inchados ou simplesmente dormiu. Uma hora, o fogo passa, você acorda, tem que voltar para casa, os calmantes param de funcionar… Mais cedo ou mais tarde você vai se ver sozinho na sua casa ou no seu quarto, com você mesmo, sentindo a absoluta falta do outro.

    Como a fábula do bode na sala, onde uma família reclamava que a casa era pequena e o Sábio mandou colocar um bode na sala. A família odiou a presença do bode. E quando finalmente o Sábio falou para tirar o bode da sala, a casa passou a ser maravilhosa e grande.

    No caso, é seu amor que foi embora e ficou um vazio gigantesco.

    E você está só.

    E a melhor coisa a fazer é chorar.

    Uma hora você vai parar de chorar. Não se preocupe.

    Ou porque simplesmente cansou de chorar ou porque precisa fazer alguma coisa urgente, não importa o que te distraia.

    Você ainda vai chorar mais vezes. Mas como dessa primeira vez, não.

    O choro vai lavando a tristeza. E sua limpeza começou.



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    Filed under: Artigos | 02/20/2012 (4:03 pm) |
    • Olha, Tô Indo…

    Você simplesmente não acredita que o outro está indo embora.

    E se está indo, ele vai voltar.

    Você se apega nessa idéia que não é para valer com todas as suas forças porque senão você morreria naquela hora.

    Ele volta. Ela volta. Não pode ser de verdade. Não pode ser para valer.

    E com essa sensação de que não é de verdade, dá até para suportar as malas na porta da frente, o outro juntando seus pertences, a casa ficando sem as coisas do outro. Buracos na decoração.

    E você assiste a tudo passivamente repetindo o mantra: “não pode ser verdade”.

    E você pode falar, se humilhar, pedir, implorar, ou até mesmo ficar quieto num canto só olhando que vai ver que não faz diferença nenhuma porque você não está fazendo diferença nenhuma para a outra pessoa. Ela só está pensando nela mesma e agora é a vez dela só ouvir blá blá blá vindo de você como um ruído incômodo, barulho de fundo para a partida.

    A sensação de não fazer mais diferença para o outro, não importa o que falemos não vai afetar o final da ação daquele que está indo, acaba com as últimas forças que tínhamos e que havíamos perdido na surra  de quando levamos o fora.

    Exauridos e impotentes vemos a porta da frente se fechar na nossa cara e só conseguimos pensar quando vamos ver o outro de novo.

    E a pessoa que a gente ama vai embora e não olha para trás.



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